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1.776 taxistas investigados por irregularidades em 2017
Sexta, 12/01/2018
No ano passado, 1.776 taxistas foram alvo de investigação por alegadas irregularidades, revelou a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). De acordo com o organismo, trata-se de taxistas que se encontravam em 2017 “em processo de alegações, acusação ou punição” – mais 29 do que no ano anterior.

Os dados são publicados pela DSAT, na sequência de questões colocadas por órgãos de comunicação social, incluindo a TDM – Rádio Macau.

No balanço apresentado, a DSAT refere-se também ao número de taxistas “elogiados”: no ano passado, foi um; em 2016, tinham sido dois.

Os dados publicados pela DSAT dão ainda conta de 9.082 infracções envolvendo táxis no ano passado. O número refere-se a infracções “apresentadas à DSAT pelos cidadãos, detectadas pelos fiscais ou pela polícia” e representa um aumento de mais de 3.290, em comparação com 2016.

“As irregularidades praticadas por taxistas estão relacionadas, na sua maioria, com a cobrança abusiva de tarifas, recusa de transporte, opção de trajectos mais longos e exploração sem colocação, em local visível, da carteira profissional de táxi”, refere a DSAT na nota publicada na sua página electrónica.

O balanço divulgado pelo organismo aponta ainda para um aumento no número de queixas relacionadas com táxis, apresentadas à DSAT pelos cidadãos – no ano passado, foram 4.186, ou seja, mais 1.907 do que as apresentadas em 2016. Por outro lado, o organismo e a polícia detectaram um total de 4.896 “irregularidades praticadas por taxistas”.

Em relação à proposta de revisão do Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer ou Táxis, a DSAT explica que já concluiu o projecto. A revisão, diz, pretende “melhorar a obtenção de provas e, ao mesmo tempo, a qualidade do serviço de táxis, respondendo às necessidades e exigências dos cidadãos e turistas”. Mas o organismo não concretiza quais as novas medidas propostas no diploma.

“Actualmente, aguardamos os pareceres técnico-jurídicos por parte dos Serviços de Assuntos de Justiça, acreditando poder iniciar o processo legislativo o quanto antes”, acrescenta a DSAT.

Já na semana passada o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, afirmou na Assembleia Legislativa que a revisão do regulamento dos táxis deverá chegar aos deputados “dentro de meses”. O governante também se recusou a adiantar pormenores sobre a proposta do Governo, dizendo que não era o momento oportuno.

Nessa sessão plenária, dedicada a interpelações orais, o comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Leong Man Cheong, deu conta de um aumento anual de 32 por cento no número de infracções cometidas por taxistas em 2017. Já Raimundo do Rosário admitiu dificuldades na fiscalização do sector e revelou que, no tempo do anterior director, a DSAT ficou sem inspectores porque foram todos hospitalizados no exercício das suas funções.

Sofia Jesus