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Português é “muito importante” para UM, diz novo reitor
Quarta, 10/01/2018
A língua portuguesa é “muito importante” para a Universidade de Macau, garante o novo reitor da Universidade de Macau, Yonghua Song, que, um dia depois de ter tomado posse, ouviu as primeiras críticas à forma como a instituição de ensino usa e promove o português.

Inocência da Macau, antiga subdirectora do Departamento de Português, diz hoje, em declarações ao jornal Ponto Final, que “para a Universidade de Macau o português não existe”. Em reacção à carta aberta da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau, que encoraja o novo reitor a promover a língua portuguesa, a académica disse que “contrariamente ao que se poderia imaginar não existe promoção da língua portuguesa pela e na UM”.

Há dois dias em Macau, Yonghua Song disse que precisava de mais tempo para se inteirar da situação e garantiu que vai reunir-se com o pessoal de cada departamento, nas próximas semanas.

O reitor defendeu, no entanto, que a UM é uma peça fundamental na afirmação de Macau nas relações entre a China e os países de língua portuguesa. “É uma plataforma muito importante para Macau. Como universidade, temos de responder às necessidades e servir o desenvolvimento de Macau. A língua portuguesa e a colaboração com os países de língua portuguesa ao nível da educação e pesquisa vão ser uma parte muito importante da Universidade de Macau. Antecipo um futuro brilhante nesta área”, afirmou.

Song afirmou ainda que a inauguração, em Maio, do Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês-Português demonstra que a UM tem um papel activo na promoção das línguas oficiais.

Os últimos anos do mandato do antigo reitor da Universidade, Whei Zhao, ficaram também marcados por denúncias de falta de liberdade académica.

Com experiência à frente de universidades na China e no Reino Unido, Yonghua Song afirma que “a liberdade académica é um princípio fundamental para qualquer universidade”. “Faz parte da Universidade de Macau e de qualquer universidade. É por isso que a liberdade académica está consagrada nos Estatutos da UM”, reforçou.

Ainda em Junho, o então professor de sociologia da UM, Hao Zhidong, afirmou que a liberdade académica na instituição está a ser reduzida, devido a uma série de medidas tomadas internamente.

O académico exemplificou com as deslocações oficiais a Taiwan, em que é pedido aos professores que digam com quem se vão encontrar e o que vão fazer – uma revelação desvalorizada pelo coordenador do Gabinete do Ensino Superior, Sou Chi Fai, que disse ser prática normal pedir um relatório sobre as deslocações ao exterior.

Sónia Nunes