Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

António Trindade admite perda de contratos porque não pagou
Sábado, 03/03/2012

António Trindade, líder da CESL Ásia, admite, em declarações ao programa Rádio Macau Entrevista, que o grupo que dirige perdeu contratos durante o consulado de Ao Man Long porque não aceitou pagar ao antigo secretário. “Claramente não paguei”, afirma António Trindade que dá como exemplo o concurso da Central de Incineração de Resíduos Perigosos. "Concorremos e perdemos. Desde a primeira hora sabia, não era preciso ser um insider, ver como o processo corria. A gente perdeu e perdemos mal. Perdeu Macau. Perdeu a Administração. Perdeu Hong Kong e perdeu-se uma oportunidade de fazer as coisas bem feitas”, concluiu António Trindade.


O empresário acrescenta que não concorda com a teoria de que com a corrupção as coisas acontecem e acontecem bem em Macau. "É mesmo má fé, estar com outros interesses velados. As coisas não correm bem, não correm bem. Quando as coisas não correm bem não é porque não há corrupção em Macau. Há muitas coisas que têm que ser feitas. Não são as pessoas adequadas, não é o sistema adequado ou não é o balanço de interesse adequado”.


Para António Trindade “não faz sentido” não haver consequências para as empresas envolvidas no caso Ao Man Long. “Não faz sentido o tribunal ter condenado ou ter dito que contrato A, B, C e D foi adjudicado contra o interesse público e a gente estar a querer dizer mas foi a melhor empresa. Tem  alguma lógica dizer que a empresa que lá está é a melhor, mesmo que fosse verdade, tem que haver alterações, alterações de fundo", defende o empresário, que acrescenta: "Faz alguma sentido na ETAR de Macau até um interesse do engenheiro Ao Man Long havia na sociedade e o contrato manteve-se e foi renovado e a participação do engenheiro passar para os sócios dele. O mesmo aconteceu com a CSR (Companhia de Sistemas de Resíduos). Não faz lógica e noutros sítios do mundo isso seria impensável, pois havia consequências para as empresas envolvidas".