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Hospital das Ilhas: Comissão critica demora do Governo
Quarta, 29/11/2017


A Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas acha que o Governo está a demorar muito tempo para avançar com as obras do Hospital das Ilhas.



 



A presidente Ella Lei lamenta que a planta do Hospital tenha sido alterada quatro vezes e a dificuldade em cumprir com o objectivo de ter o hospital a funcionar em 2019.



 



A deputada diz que a demora nos trabalhos é um problema comum de Macau: “É grande problema das obras de Macau. Governo devia ter uma estimativa, tem que saber, mas ao longo deste tempo nunca conseguiu clarificar os prazos do projecto”.



 



O Governo revelou que as obras de fundações em seis dos sete edifícios do hospital estão terminadas – fica a faltar ainda concretizar esta fase das obras no Hospital de Reabilitação. Mas quanto a prazos, só mesmo o edifício do Instituto de Enfermagem tem data de fim de obra para o último trimestre de 2019.



 



Até agora, o projecto do novo Hospital na Taipa já ronda os dois mil milhões de patacas, como explicou o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário: “As obras de fundações custaram 1.100 milhões de patacas. Depois, há também questões de fiscalização que também aumentam os custos. Neste momento, estamos a gastar dois mil milhões”.



 



A planta do novo complexo foi aprovada e agora vai ser entregue à empresa de concepção, para que sejam definidos os custos e materiais necessários para a obra.



 



Na reunião da comissão falou-se também da situação do metro ligeiro. O Governo mantém o prazo para 2019 para o início do funcionamento do metro na Taipa. Antes do arranque das operações, têm de estar completas as obras de ligação da linha a Seac Pai Van, para não perturbar o funcionamento do serviço de metro. Não existe data para conclusão do metro na península, estando apenas prevista a ligação à Barra.



 



O orçamento da linha da Taipa é de 11 mil milhões de patacas e já foram gastos nove mil milhões e meio. A lei necessária e a criação da empresa que vai explorar o metro são dois temas já em processo legislativo, disse o secretário Raimundo do Rosário.



 



Uma das críticas deixadas pela presidente da comissão passa pela ausência de espaço para zonas de restauração nas estações. “Não há solução. Inicialmente havia a intenção de criar um centro comercial, mas não há espaço e existem limitações devido à altura dos edifícios. Não existe espaço para cafés, lojas ou restaurantes”, explicou Ella Lei.



 



A falta de espaços comerciais nas estações abre caminho, diz Ella Lei, a que o metro de Macau seja uma empresa deficitária.



 



João Picanço