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Hato: Wong diz que Chui saiu mais à rua mas “não divulgou”
Terça, 21/11/2017

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve no terreno para acompanhar os estragos provocados pelo tufão Hato e a capacidade de resposta da protecção civil. A garantia foi dada esta tarde, pelo secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, durante o debate das Linhas de Acção Governativa para 2018 da tutela.

 

“Está errado dizer que o Chefe do Executivo não trabalhou naquela época. Trabalhou. Só que não divulgou. Eu estive no terreno com o Chefe do Executivo pelo menos cinco vezes, só que não avisámos os jornalistas”, afirmou Wong Sio Chak, em resposta ao deputado Ng Kuok Cheong. O democrata disse que, “com a chegada do tufão”, Chui Sai On e “os responsáveis do Governo desapareceram”.

 

Até esta declaração de Wong Sio Chak, a informação oficial que existia era a de que Chui Sai On visitou o Porto Interior, uma das zonas mais afectadas pelo Hato, a 7 de Setembro, mais de uma semana depois de o tufão ter destruído Macau.

 

No dia do tufão, Chui Sai on visitou o Centro de Operações de Protecção Civil e esteve na Taipa, na zona do Jardim Cidade das Flores.

 

Wong Sio Chak admitiu que a responsabilidade do Governo pelas falhas da protecção civil é total. Mas também disse que a sociedade tem culpas no cartório: “Quando é içado o sinal número 8, as pessoas jogam Mahjong. Gostam de ter um dia de tufão para ficarem em casa a descansar e não terem de ir à escola. Há pessoas que até vão dar um passeio, mesmo debaixo da chuva e do forte vento. O tabuleiro inferior da ponte Sai Van é só para transportes e veículos de emergência. Mas vemos que há muitas pessoas, nos dias de tempestade, a atravessá-lo”.

 

Apesar das dúvidas sobre o funcionamento e localização do futuro centro de protecção civil, Wong Sio Chak foi muito elogiado pelos deputados pela actuação das Forças de Segurança durante o tufão Hato.

 

O secretário disse que o governo está ainda à procura de soluções para abrir um centro de abrigo. A sede da futura direcção da protecção civil deverá ser construída de raiz, num terreno na Taipa.

 

Sónia Nunes