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Criminalidade caiu 0,7% nos primeiros nove meses do ano
Terça, 21/11/2017

A criminalidade em Macau caiu 0,7 por cento nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. As autoridades detectaram menos ocorrências relacionadas com a criminalidade violenta, o tráfico de droga ou a delinquência juvenil.

 

De acordo com o balanço apresentado hoje pelo secretário para a Segurança, a criminalidade violenta caiu 2,3 por cento, em termos anuais, o tráfico de droga desceu 18,9 por cento e o consumo de droga registou uma quebra de 28,6 por cento. Também a descer estiveram os casos de delinquência juvenil – menos 23,1 por cento.

 

Os dados indicam ainda uma diminuição nos crimes de desobediência (menos 18,1 por cento) e na prestação de falsas declarações (uma redução de 10,1 por cento), bem como na falsificação de documentos (menos 13,2 por cento). O número de crimes de furto e extorsão também caiu.

 

As autoridades detectaram ainda uma descida anual de 0,39 por cento no número de pessoas em situação de imigração ilegal ou excesso de permanência – foram 20.905 nos primeiros nove meses do ano.

 

Em sentido contrário, destaque para o aumento de 17,2 por cento nos crimes relacionados com passagem de moeda falsa. Já no que diz respeito ao fogo posto, o aumento foi de 176,9 por cento – a maioria dos casos estará relacionada com pontas de cigarro.

 

Wong Sio Chak revelou também que, entre Janeiro e Setembro deste ano, houve 702 casos de burla – mais 27,9 por cento do que no mesmo período do ano passado. As autoridades frisam que o pico aconteceu durante os meses de Julho e Agosto e destacam o aumento dos crimes ligados a burlas telefónicas.

 

Já no capítulo da criminalidade relacionada com o sector do jogo, a Polícia Judiciária (PJ) instaurou um total de 1.323 processos nos primeiros nove meses do ano – mais 1,9 por cento do que no mesmo período do ano passado. Por outro lado, entre Janeiro e Setembro, a PJ apresentou ao Ministério Público um total de 1.598 arguidos – mais 10,7 por cento, em termos anuais. Números que, segundo o secretário para a Segurança, traduzem uma melhoria “notória” na eficácia do trabalho de resolução destes crimes.

 

Wong Sio Chak explicou que houve 339 processos instaurados devido a sequestros – menos 10 do que no mesmo período do ano passado – e que os casos de usura caíram 8,6 por cento, em termos anuais, para 318.

 

“A maioria dos ofendidos e dos suspeitos não são residentes de Macau. Para além disso, a maioria dos casos ocorreu dentro dos casinos, e não há indícios que demonstrem que esses crimes se estendam para além do ambiente interno dos casinos, o que significa que a sua ocorrência não tem impacto na segurança da sociedade de Macau”, afirmou o secretário para a Segurança.

 

Wong Sio Chak recordou ainda que, na sequência de recentes atentados terroristas noutros países, a PJ e a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) realizaram reuniões com as seis operadoras de jogo, tendo lhes exigido “a aquisição urgente de equipamentos de inspecção” e o reforço das capacidades de prevenção ao nível da segurança. O secretário admitiu que as novas medidas poderão implicar custos acrescidos para as concessionárias – eventualmente com a contratação de mais pessoal –, mas salientou que se trata de um dever das operadoras. Quanto às medidas em concreto e à sua calendarização, Wong Sio Chak remeteu pormenores para a DICJ.

 

Sofia Jesus