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Caso Sulu Sou: PSP diz ter agido de forma "imparcial"
Terça, 14/11/2017

O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) garante que os procedimentos adoptados na manifestação de 15 de Maio do ano passado, contra o subsídio de 100 milhões de patacas atribuído pela Fundação Macau à Universidade de Jinan, foram “justificados e legais, justos e imparciais”, “racionais e moderados”.

 

Num longo comunicado emitido esta madrugada, o CPSP detalha os incidentes desse dia, que resultaram na formalização de uma acusação contra Sulu Sou, pelo crime de desobediência qualificada.

 

Na nota, o CPSP assegura que os agentes envolvidos no protesto agiram de acordo com a lei e aplicaram os “modelos” utilizados habitualmente “em incidentes semelhantes”. A corporação sublinha ainda que, naquela data, Sulu Sou não tinha ainda anunciado a sua candidatura ao cargo de deputado e que a actuação da polícia “em nada” foi determinada pela identidade do activista.

 

“Acerca desta manifestação, a Polícia tendo em consideração a segurança, a ordem pública e o trânsito procedeu a vários ajustamentos sobre o local e o itinerário da manifestação. Mas Sulu Sou e os seus companheiros, ao saberem a sentença do Tribunal da Última Instância, de forma intencional não obedeceram reiteradamente às ordens justas feitas pela Polícia”, lê-se também no comunicado.

 

Perante a acusação de Sulu Sou pelo crime de desobediência qualificada, a Assembleia Legislativa vai ter de decidir se suspende ou não o mandato do deputado da Associação Novo Macau. A Assembleia Legislativa recebeu um ofício do Tribunal Judicial de Base, no princípio do mês, a dar conta da acusação a Sulu Sou e a pedir ao hemiciclo para decidir “se é suspenso o mandato do deputado, bem como se é autorizada a sua intervenção em juízo”.

 

O início do julgamento está agendado para dia 28 de Novembro. A Comissão de Regimento e Mandatos vai reunir-se esta quinta-feira para analisar o pedido do tribunal.

 

Sofia Jesus