Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Colóquio debate novas questões sobre Camilo Pessanha
Segunda, 13/11/2017

Camilo Pessanha continua a despertar o interesse da comunidade literária, 150 anos depois do nascimento. Hoje e amanhã, o Instituto Politécnico acolhe um colóquio onde 12 académicos de Portugal e Macau vão colocar novas questões sobre a poesia do escritor Português.

 

O director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Carlos Ascenso André abriu o colóquio com uma comunicação sobre as ligações da poesia de Camilo Pessanha à literatura de exílio, umas das áreas de especialidade do académico.

 

Com um percurso científico dedicado à literatura clássica, Carlos Ascenso André releu a obra de Camilo Pessanha para descobrir novas ligações: evocou Ulisses, citou Ovídio.

 

Provavelmente o maior poeta de Macau e sem dúvida o maior poeta português do Oriente, defende o académico, para quem Camilo Pessanha continua a ser relevante para a comunidade literária.

 

“Eu nunca tinha reparado no significado de cada uma destas palavras. Cada palavra em Camilo Pessanha tem um significado muito especial e um peso muito especial. E isso é que de facto me surpreendeu”, afirma Carlos André.

 

A vida do poeta em Macau tem despertado cada vez maior interesse mas para o investigador Carlos Ascenso André, a prioridade deve ser o estudo da poesia. “Em Macau há muito essa mania: a família, a casa, as ruas. Isso pode ser muito interessante mas ele era um poeta. Por isso vamos estudar a poesia”, acrescenta.

 

André Jegundo