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Estátuas das Ruínas de São Paulo vão ser restauradas
Terça, 07/11/2017

O Instituto Cultural apresentou hoje ao Conselho do Património Cultural um plano de restauro das sete estátuas presentes na fachada das Ruínas de São Paulo. As peças são de bronze e apresentam sérios níveis de oxidação e de erosão, entre outros danos provocados pelos pombos, de acordo com o relatório apresentado durante a reunião plenária.

 

É a primeira vez que as estátuas vão ser retiradas das Ruínas de São Paulo para serem tratadas. Leong Wai Man, chefe do Departamento do Património Cultural, garante máximo cuidado na remoção, transporte e restauro das peças. “Chegámos à conclusão de que é possível fazer obras de reparação de forma segurança. Para isso, temos de montar andaimes para não danificar nem a estrutura, nem as estátuas. Tentamos também minimizar o impacto para turistas e população”, afirmou.

 

O restauro será feito por fases. Até Dezembro, serão tratadas as primeiras duas estátuas. Para acautelar danos, a reparação será feita no local.

 

Há também um plano já em curso para reabilitação das muralhas da Fortaleza do Monte. O projecto será desenvolvido até 2020. Na parte da estrutura que já foi tratada, o revestimento usado dá um aspecto muito novo às áreas onde houve intervenção.  Choi Kin Long, da Divisão de Salvaguarda do Património, garante que é provisório: “A cor é mais branquinha, mas com o tempo, com os microorganismos, com a água, ficará igual à do lado”.

 

O Instituto Cultural abriu também uma rede específica para recolher informações sobre o estado do património.  Foi criado um site, um endereço electrónico, uma página de Facebook e uma conta de WeChat.  A ideia é que qualquer pessoa consiga informar de forma rápida as autoridades sobre danos nos bens imóveis classificados ou com interesse arquitectónico.

 

Sónia Nunes