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Gastronomia: Deputados apontam falhas após título da UNESCO
Segunda, 06/11/2017

Já tem o nome, falta o resto. Após Macau ter sido designada Cidade Criativa da UNESCO na área da gastronomia, vários deputados usaram, esta tarde, o período antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa para apontar várias falhas ao sector da restauração.

 

A falta de quadros qualificados foi uma das críticas mais apontadas. “A UNESCO dá grande importância ao desenvolvimento de talentos.  (...) Mas a formação de quadros qualificados para o sector da restauração tem sido menosprezada. Segundo os dados estatísticos, o sector apenas dispõe de 1,7 por cento do espaço das suas instalações para a formação (...) Isto mostra a falta de atenção das empresas na pesquisa e formação de quadros qualificados para o sector da restauração”, defendeu Leong Sun Iok, dos Operários. Para o deputado, “o Governo deve planificar o desenvolvimento de quadros qualificados para essa inscrição [da UNESCO] continuar daqui a quatro anos”.

 

Leong Sun Iok defendeu ainda uma localização dos quadros, ao afirmar que os trabalhadores não residentes ocupam mais de metade dos postos de trabalho do sector – “com mais de 40 por cento em cargos de chefia e gestão”.

 

O deputado propôs ainda a realização de cursos de gastronomia tradicional de Macau e acções de formação para a indústria, com direito a salário.

 

“O essencial é dar continuidade às técnicas culinárias, não se devendo ensinar apenas aos filhos, mas, sim, criar escolas, para evitar o encerramento dos espaços antigos e a perda de continuidade da gastronomia”, reforçou Chui Sai Peng. O deputado deu conta de “muitos desafios e obstáculos” no sector: “Os espaços antigos de gastronomia típica são negócios familiares, por isso não têm mão-de-obra para expandir e a nova geração também não consegue continuar esta actividade”. Chui apontou ainda para as “rendas elevadas” para concluir que, nos “últimos anos” , “vários estabelecimentos antigos” foram “encerrados com glória”.

 

Já Kou Hoi In e Ip Sio Kai criticam a demora do Governo em atribuir licenças de restauração.

 

Macau é desde 1 de Novembro Cidade Criativa da UNESCO na área da gastronomia. É a terceira cidade chinesa a integrar a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia, depois de Chengdu e Shunde.

 

Sónia Nunes