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Au Kam San leva caso da antiga pedreira à AL
Terça, 28/02/2012

O caso da concessão do terreno da antiga pedreira de Coloane, onde estão a ser construídas habitações públicas, chegou esta tarde à Assembleia Legislativa pela voz do deputado Au Kam San. O membro da Associação Novo Macau acusou o Governo de tráfico de influências, depois de na semana passada o grupo a que pertence ter feito o mesmo em conferência de imprensa.

 

“O terreno em causa, com uma área de 19.832 metros quadrados, onde se prevê a construção de dez blocos com 26 andares e dois blocos com 24 andares para fins de habitação e comércio, apenas trouxe ao Governo uma receita, em termos de prémio de contrato, de 243 milhões. Trata-se, portanto, de mais um clássico exemplo de tráfico de influências e de concessão de terrenos ao desbarato”, afirmou Au Kam San, numa intervenção no período antes da ordem do dia.

 

O deputado insiste que, no processo de alteração da finalidade do terreno, o Governo favoreceu a empresa de um dos elementos do Conselho Executivo, numa alusão a Liu Chak Van: “O maior adquirente dos lucros resultantes da referida concessão é uma sociedade constituída em Março do ano passado - a qual parece ter sido criada só para beneficiar dos referidos interesses. E o responsável desta sociedade é precisamente um membro do Conselho Executivo. Todos sabem que o Conselho Executivo actua segundo o princípio da confidencialidade, por isso nunca sabemos que assuntos foram levados à conclusão naquele conselho”, afirmou, acrescentando que o caso evidencia que há regras combinadas à partida.

 

O empresário em causa negou ter havido tráfico de interesses e afirmou que o projecto do desenvolvimento da pedreira nem sequer foi discutido no Conselho Executivo. Um argumento que não convenceu Au Kam Sam que entende que, se tal for verdade, isso significa que o Governo “não está a cumprir a lei”. É que, de acordo com o deputado, “o projecto de desenvolvimento urbano de Seac Pai Van e o da recuperação do terreno da pedreira para construção de habitações públicas deviam ter sido considerados como assuntos importantes a serem discutidos no Conselho Executivo”.