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Drogas: João Goulão defende uma política mais humanista
Segunda, 06/11/2017

João Goulão, director do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), de Portugal, defende que mais do que a criminalização do consumo de droga é preciso combater o tráfico.

 

O médico português está em Macau para a conferência da Federação Internacional de Organizações não Governamentais para a prevenção de drogas e abusos de substâncias. Portugal conta já 16 anos de descriminalização de drogas, ao contrário de Macau que há um ano agravou as penas para consumo e tráfico.

 

“Faz todo o sentido em que ambientes onde se movimentam grandes somas de dinheiro, de várias proveniências, nem todas elas lícitas, se sigam essas movimentações, se perceba que tipo de organizações criminosas se movimentam na área do tráfico e que esse seja combatido energicamente. Agora aqueles que são os dependentes, as vítimas dessa actividade, do meu ponto de vista, não devem ser de todo criminalizadas. Devem ser tratados com uma visão humanista”, afirma.  

 

João Goulão acredita que poderia ser aplicada a Macau a descriminalização da droga, argumentando que essa foi a escolha de Portugal porque se olhou para o problema de forma humanista. Apesar de todas as ideias geradas em torno da medida.

 

Portugal pode ainda a “curto prazo” ter salas de consumo assistido de drogas, previstas na legislação portuguesa desde 2001.

 

Nesta conferência participa ainda o embaixador Pedro Moitinho de Almeida. O facilitador dos trabalhos sobre o problema da droga no âmbito da sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas reconhece a dificuldade de cumprir as metas traçadas até 2030. “Há 17 objectivos que estão estabelecidos. São objectivos ambiciosos e na área das drogas vai ser muito difícil conseguir reduções porque (...) a cada dia os grupos criminais a apresentar no mercado novas drogas”, afirma.

 

Marta Melo