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China diz que tem direito a proibir entradas em Hong Kong
Quinta, 12/10/2017

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, afirma que o Governo Central tem o direito de negar a entrada de pessoas em Hong Kong e, consequentemente, em Macau. A responsável fez a declaração na sequência da polémica com o activista britânico Benedict Rogers, que foi impedido de entrar na região vizinha.

 

“O Governo Central chinês e o Governo da Região Administrativa Especial lidaram com a questão de acordo com a lei”, disse Hua Chunying.

 

O Reino Unido exigiu explicações sobre o caso. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros mostrou-se insatisfeita com a posição de Londres e promete enviar um protesto formal.

 

“Permitir ou não a entrada de pessoas faz parte da soberania da China. Os assuntos de Hong Kong são uma questão interna da China”, completou a Hua Chunying.

 

A responsável referiu ainda que as questões de imigração estão incluídas nas relações externas, que fazem parte das competências de Pequim, à luz da Lei Básica da região vizinha. O mesmo está previsto em Macau.

 

Benedict Rogers é vice-presidente da comissão de direitos humanos do Partido Conservador do Reino Unido. Ontem, chegou ao Aeroporto Internacional de Hong Kong, proveniente de Banguecoque, mas foi barrado pelos serviços de imigração e teve de regressar à Tailândia.

 

Antigo residente na região vizinha, entre 1997 a 2002, o activista criticou, recentemente, a prisão de Joshua Wong, Nathan Law e Alex Chow. Noutras intervenções, expressou preocupação pela “deterioração” do princípio “Um país, dois sistemas”.

 

Esta manhã, a Chefe do Executivo de Hong Kong também comentou a polémica. Em declarações numa estação de rádio, Carrie Lam admitiu que existem algumas matérias da esfera das relações externas que estão relacionadas com os processos tratados pelos serviços de imigração.

 

Pedro Galinha