Em destaque

20 de Outubro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5533 patacas e 1.1817 dólares.

Fundo de cooperação chinês para África pode ser exemplo
Quinta, 12/10/2017

O modelo usado no fundo chinês para a cooperação em África pode servir como exemplo para o usado para os países de língua portuguesa. Os directores do fundo para os países africanos têm limites nos apoios que podem ser ajustados e ir além dos limites, consoante os retornos financeiros. As ideias foram apresentadas na primeira sessão de promoção do fundo para os países lusófonos desde a mudança da sede para Macau.

 

O fundo tem limites nos apoios, mas, consoante o retorno dos investimentos, os limites podem ser ultrapassados.

 

A viabilidade das medidas de ajuste foi explicadas por Li Na, directora executiva do fundo chinês para África.

 

"É claro que existe a regra, que fixa-se nos 15 por cento de apoio, mas isto serve apenas como conceito de controlo. Se houver muito retorno, podemos ajustar", disse Li Na.

 

O fundo para países africanos é semelhante para aquele que serve para os países de língua portuguesa e está avaliado em 4 mil milhões de dólares americanos. Foi inaugurado em 2006. A ideia é apostar nos investimentos em bloco, afastando outros de cariz individual. Assim, diz Song Yusong, director-geral do fundo chinês para África, minimizam-se os riscos.

 

"Temos de pensar numa perspectiva global e em criar uma cadeia de investimento. Se formos actuar individualmente, então há mais possibilidade de riscos", refere Song Yusong, durante a sessão de perguntas e respostas.

 

A sessão serviu para esclarecer os empresários da região sobre como solicitar a participação nos fundos. Na plateia estiveram cerca de 100 empresários.

 

Desde a criação do fundo chinês para África, já houve investimento em 36 países.

 

João Picanço