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Não residentes: Sulu Sou quer mais flexibilidade para as PME
Sábado, 30/09/2017

O deputado pró-democracia Sulu Sou defende que o Governo deve ser mais flexível na contratação de trabalhadores não-residentes pelas Pequenas e Médias Empresas (PME). Ainda assim, concorda com a criação de um sistema para garantir que os não-residentes são afastados das grandes empresas quando há mão-de-obra local para os substituir. 

 

Em entrevista à Rádio, o deputado eleito manifesta gratidão pelo contributo dos trabalhadores não residentes para o desenvolvimento de Macau mas defende que é preciso avaliar se o território tem “capacidade suficiente para receber um grande volume de mão-de-obra”. 

 

“Portanto, é preciso criar em Macau um sistema de entrada e saída para os trabalhadores não-residentes. Quando há falta de trabalhadores num determinado sector, podemos contratar um trabalhador de fora. Mas, neste momento, no caso de Macau, a situação não é esta: quando faltam trabalhadores, as grandes empresas, normalmente, contratam não-residentes e, só depois, residentes. Não há muitas limitações para os casinos no recrutamento de trabalhadores não-residentes. Têm mais quotas. Já as Pequenas e Médias Empresas enfrentam limitações todos os dias. Por isso, acho que o Governo devia impor mais limites aos casinos e menos às PME”, afirma. 

 

Sulu Sou apela ainda aos trabalhadores não-residentes para que se organizem na luta por melhores condições de trabalho. O ainda vice-presidente da Novo Macau defende que a mão-de-obra migrante deve ter os mesmos direitos que a local. 

 

“Não concordo que os trabalhadores não-residentes tenham menos direitos laborais. A protecção para residentes e não-residentes deve ser a mesma para que o mercado laboral possa ser mais estável. Incentivo os trabalhadores não-residentes a que se organizem e criem uma associação, através da qual possam sentir-se representados e manifestar as suas reivindicações”, adianta.

 

Sónia Nunes com Tomás Chiu