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Benfica de Macau garante licença para jogar Taça da AFC
Quinta, 28/09/2017

O Benfica de Macau tornou-se na primeira equipa local a obter a licença de clubes da Confederação Asiática de Futebol (AFC na sigla inglesa). O processo arrancou em meados de Maio, tendo sido concluído em Julho. No entanto, a autorização só agora foi anunciada.

 

“O projecto do Benfica, desde que está a competir na Liga Elite, é poder ir cada vez mais longe e crescer no futebol em Macau, tendo sempre o objectivo de ter uma representação a nível asiático. Já fomos campeões em Macau quatro vezes. Já conseguimos participar na fase de qualificação para o playoff da Taça da AFC e, agora, faria todo o sentido se fosse possível conseguirmos estar presente em 2018”, explica o administrador do Benfica de Macau, Duarte Alves, em declarações à TDM – Rádio Macau.

 

A licença, que estabelece um conjunto de “requisitos básicos”, é uma obrigatoriedade para quem pretende competir na Taça da AFC. “Fomos o único clube [local] a aceitar o desafio. Não foi fácil. Nenhum clube de Macau está habituado a estes processos”, sublinha Duarte Alves.

 

O responsável indica que foi necessário “injectar algum dinheiro” para realizar uma auditoria às contas. O processo completou-se com trabalho administrativo, como assinar contratos com todos os jogadores e a equipa técnica.

 

“Não são contratos dos normais exigidos, em Macau, pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. Têm de responder aos padrões da AFC e da FIFA. Também precisámos de uma auditoria, de provar que temos acesso a campos de jogo e treino, e de ter directores financeiros e para a comunicação”, enumera Duarte Alves.

 

Outro requisito passa pela apresentação de um plano de desenvolvimento para camadas jovens, com equipas de sub-16 ou sub-18. Em alternativa, podem ser assinados acordos com clubes que se dediquem a esta área.

 

Com a licença, o Benfica de Macau passa a ter a possibilidade de aceder directamente ao grupo da Zona Ásia Oriental da Taça AFC. Além disso, garante apoios para as deslocações ao exterior.

 

“Podemos fazer seis jogos: três fora e três em casa. Para os jogos que são feitos fora, há um subsídio fixo da AFC para as viagens. Pode chegar ou não para cobrir a despesa, depende da distância”, nota Duarte Alves.

 

Nestas declarações à TDM – Rádio Macau, o administrador das águias comentou ainda o cancelamento da edição 2017 da Bolinha devido às consequências do tufão Hato no campo do D. Bosco. O responsável aguarda “novidades” da Associação de Futebol de Macau e afirma que, até agora, não sabe detalhes sobre a possibilidade de as equipas de futebol de sete jogarem uma nova prova.

 

Pedro Galinha