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Número de turistas pode chegar a 40 milhões em 2025
Quinta, 28/09/2017

Macau pode vir a receber 40 milhões de turistas em 2025, mais cerca de nove milhões do que no ano passado. A hipótese foi admitida hoje pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e tem por base um cenário de crescimento moderado do número de visitantes, na ordem dos cinco por cento ao ano.

 

A directora da DST, Helena de Senna Fernandes, garante que se trata apenas de “uma previsão” e não de um objectivo do Governo, mas é importante que a cidade esteja preparada para essa possibilidade. “Temos de ter planos concretos para [...] dar resposta a isso. Estamos a falar em criar novas zonas, gerir melhor o fluxo de turistas... Temos de estar preparados para dar resposta a esse aumento, mas não estamos a procurar activamente esse aumento”, afirmou a responsável, em declarações aos jornalistas.

 

Segundo Helena de Senna Fernandes, nos últimos dois anos o Governo tem dialogado com as autoridades da China continental para que haja uma melhor gestão do fluxo de turistas que vêm para Macau, mas a directora afasta a hipótese de o Governo vir a fixar um tecto máximo em relação ao número de turistas que a cidade deve acolher. “Com aumentos em termos de produtos turísticos e com a cidade a crescer, as infra-estruturas a serem melhoradas, há possibilidades de aumentar a nossa capacidade em termos de acolhimento, mas não quer dizer que queiramos chegar ao acolhimento máximo”, afirmou a directora da DST.

 

A projecção para 2025 consta da versão final do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau, que foi hoje apresentado na Torre de Macau. A previsão indica também que Macau poderá ter 51.900 quartos de hotéis em 2025 – ou seja, mais 14.266 quartos que no ano passado.

 

O plano defende o aproveitamento de espaços nos novos aterros para aumentar o leque de zonas turísticas, mas Helena de Senna Fernandes garantiu não ter conhecimento de qualquer pedido de licença para o estabelecimento de hotéis nos novos aterros. “Estes são os dados que temos neste momento. Há três diferentes fases: há uns que já deram entrada pedidos para licenciamento; há outros que já entregaram pedidos nas Obras Públicas; e há outros relativos a pedidos para terrenos. Mas do que nós sabemos não são terrenos que ainda não existem”, explicou.

 

Por outro lado, prevê-se que em 2025 trabalhem no sector do turismo 295 mil pessoas – em comparação com as 242 mil que trabalhavam na indústria no ano passado. O número inclui não residentes, mas Helena de Senna Fernandes negou que os Serviços de Turismo defendam o alargamento da contratação de profissionais ao exterior para dar resposta às necessidades do sector. A prioridade, garante, continua a ser a mão-de-obra local. “Se não for suficiente, já há políticas para importação de mão-de-obra, mas são para suplementar a mão-de-obra local. Para servir esta nova clientela, a nossa mão-de-obra também tem de ter possibilidade de aumentar a sua capacidade e melhor planear a sua vida em termos de carreira”, defendeu a directora da DST.

 

Helena de Senna Fernandes considera que o uso de novas tecnologias pode minimizar as necessidades de mão-de-obra. Por outro lado, garante, a tendência é que os trabalhadores locais ocupem os postos mais altos do sector.

 

Sofia Jesus