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AIPIM:inquérito à imprensa deixou “temas relevantes de fora"
Quarta, 27/09/2017

O primeiro levantamento sobre o estado da liberdade de imprensa junto dos media em português e inglês deixou “temas relevantes (...) de fora” e “não permite fazer um retrato claro sobre possíveis situações de autocensura”. A conclusão consta do relatório sobre o inquérito, feito pela Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) e apresentado hoje.

 

Apesar de alguns jornalistas terem referido que a autocensura “é evidente em algumas redacções”, há perguntas por responder. “Existem, por exemplo, constrangimentos internos nas redacções? Por parte de quem? (...) Têm por base que tipo de considerações?”, enumera-se no relatório, elaborado pelo jurista Frederico Rato e José Manuel Simões e Rui Flores, académicos e ex-jornalistas.

 

“Este inquérito é um primeiro passo para um debate importante que queremos fazer”, reage José Carlos Matias, ao adiantar que “questões ligadas aos tipos de constrangimentos, à autocensura, às pressões em concreto” vão ser analisadas “no futuro”. “Há sinais que são dados, mas são ainda um pouco vagos”, reforça o presidente da AIPIM. 

 

O relatório apresentado esta tarde vai ser apresentado ao Gabinete de Comunicação Social e ao Gabinete de porta-voz do Governo.

 

O inquérito da AIPIM foi feito entre Julho e Novembro de 2016, antes da Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa impedir e censurar a publicação de entrevistas a candidatos às eleições – uma decisão sem precedentes na imprensa em português e inglês.

 

Também já depois da realização do inquérito, durante o tufão Hato e nos dias das eleições para Assembleia Legislativa, houve jornalistas impedidos de entrar em Macau.

 

Sónia Nunes