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Macau tem “muito trabalho” na prevenção de catástrofes
Quarta, 27/09/2017

Macau “ainda tem muito trabalho” pela frente em termos de “prevenção, redução e socorro em caso de catástrofes naturais”, conclui o relatório governamental que avaliou a resposta ao tufão Hato, a pior tempestade tropical a atingir o território nos últimos 53 anos, que a 23 de Agosto causou 10 mortos e mais de 11 mil milhões de patacas em prejuízos.

 

O documento, elaborado pelo Gabinete de Estudo das Políticas do Governo, com a participação da Comissão Nacional da China para Redução de Desastres, destaca que o Chefe do Executivo, Chui Sai On, e o Governo levaram a cabo medidas que “representam o maior esforço possível para reduzir perdas humanas e materiais”, e que “foram capazes de, num breve intervalo de tempo, “restaurar os fundamentos da ordem pública”.

 

No entanto, são identificadas diversas “insuficiências que se traduzem na fraca percepção de riscos e preparação psicológica para prevenir e reagir” a desastres como o Hato, descrito como “um caso ‘extremo’, ‘raro’ e ‘grave’”.

 

As falhas são também apontadas às “infra-estruturas fundamentais e críticas”, que são “insuficientes” e resultam em “fragilidades que deixam a cidade exposta”.

 

O relatório considera que há uma “forte necessidade de adquirir capacidades essenciais de resposta a catástrofes”, nomeadamente “recursos humanos com conhecimentos técnicos e especializados, equipamentos, serviços de monitoramento e alarme, preparação de apoio e salvamento”.

 

A Comissão Nacional da China para a Redução de Desastres propõe a criação de “um sistema unificado de comando, sob a liderança do Chefe do Executivo para aumentar a capacidade de garantir a segurança pública e de tratar situações de emergência”.

 

Outras propostas passam por “construir infra-estruturas” capazes de reduzir o impacto de inundações ou tufões, “aperfeiçoar o mecanismo de cooperação Guangdong-Hong Kong-Macau”, melhorar também o recurso ao “domínio das novas tecnologias e aplicações”.

 

Outro aspecto focado é a participação da sociedade.

 

Alegando que existe “a necessidade de reforçar a disposição pública de cooperar para enfrentar situações de perigo, seja na busca de abrigo ou oferta de auxílio”, os especialistas da China sugerem a “revisão das normas aplicáveis à gestão de situações de emergência, definindo os direitos e deveres das associações civis, dos corpos voluntários e do público, em geral, na resposta a imprevistos”.

 

Neste âmbito, também se recomenda que é preciso “definir a responsabilidade de particulares, tais como de transmissões televisivas e do uso de telecomunicações” no que toca à “divulgação de informações”.

 

Por fim, sugere-se ainda começar pelo princípio, ou seja, “promover campanhas de educação e cultura da segurança”, reforçando “conhecimentos básicos, nas escolas, sobre a prevenção e redução de catástrofes”.

 

Hugo Pinto