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Autocarros nas Portas do Cerco num “completo caos"
Quinta, 21/09/2017

A gestão dos autocarros públicos na zona das Portas do Cerco entrou num “completo caos”, na sequência do tufão Hato. A descrição é feita pela Associação Novo Macau, que se prepara para apresentar uma proposta à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego para resolver o problema. 

 

O parque subterrâneo da fronteira, que servia de terminal, ficou totalmente inundado. O Governo diz que são precisos dois anos para que o espaço volte a ser utilizado e como solução imediata distribuiu as 24 carreiras por diferentes áreas da zona norte.

 

A informação “é muito confusa” e os passageiros têm dificuldades em encontrar as novas paragens de autocarros, reforça o ainda presidente da Novo Macau, Scott Chiang.

 

A Novo Macau tem uma alternativa à solução avançada pelo Governo: “O que pedimos é que, numa situação extraordinária como esta, os autocarros shuttle dos casinos devolvam um dos dois terminais que têm, durante um período curto de tempo. E que o Governo invista os recursos necessário para aliviar a situação”. “Não é nada do outro mundo”, diz Scott Chiang.

 

As operadoras de jogo estacionam os autocarros shuttle num lote junto às Portas do Cerco que chegou a ser usado pelo serviço público de autocarros. A proposta da Novo Macau é que o terreno seja devolvido ao Governo, a título temporário, para ser construído um termina provisório, uma vez que os casinos têm já outro espaço na zona para estacionamento.

 

O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, disse já que a solução proposta é inviável.

 

Mas Scott Chiang insiste que é só uma questão de falar com as operadoras de jogo. “Sabemos que a economia é muito importante, que os casinos são muito importantes, mas podem ceder (...) e fazer com que a nossa vida seja menos miserável. Quem esteve aqui nos últimos dias sabe que a situação é completamente atroz”.

 

Scott Chiang diz ainda que não acredita que os casinos sejam “assim tão coração de pedra” para não aceitar a solução proposta pela Novo Macau.

 

Sónia Nunes com Thomas Chiu