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Jornalistas de Hong Kong lamentam política "restritiva"
Segunda, 18/09/2017

A Associação de Jornalistas de Hong Kong lamentou este domingo que 13 repórteres do território tenham sido impedidos de entrar em Macau nos últimos dias. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a associação defendeu que a política “restritiva e arbitrária” das autoridades da RAEM representa “um perigo para a liberdade de imprensa”.

 

“Não foi razoável que as autoridades de Macau tenham dito que eles representam uma ameaça para a segurança interna”, afirmou, no comunicado, o presidente da associação, Chris Yeung.

 

De acordo com o jornal de Hong Kong Apple Daily, 12 dos seus jornalistas foram impedidos de entrar em Macau na última semana. Os repórteres pretendiam deslocar-se ao território para cobrir as eleições à Assembleia Legislativa. De acordo com o jornal, o mesmo terá acontecido a um jornalista do portal Truth Media.

 

Embora sem se referir, em concreto, aos casos de jornalistas barrados na fronteira, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, afirmou este domingo que, se existirem informações sobre a possibilidade de algumas pessoas poderem vir a pôr em risco a segurança de Macau, a polícia tem a autoridade e a responsabilidade de cumprir a lei.

 

Antes, por volta do meio-dia, o Chefe do Executivo também não se alongou em comentários sobre o caso de jornalistas de Hong Kong impedidos de entrar em Macau. Fernando Chui Sai On destacou o que disse ser o clima de ordem que se sente nas eleições e defendeu que o Comissariado Contra a Corrupção está a fazer tudo dentro da lei para que a imagem de Macau não seja afectada.

 

Sofia Jesus (com Agência Lusa)