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Fidelidade: Deputados têm de seguir regras, diz Ho Iat Seng
Domingo, 17/09/2017

O presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, desvaloriza o eventual impacto que a queixa por alegada infidelidade ao regime chinês, levantada contra um candidato pró-democracia, pode vir a ter nas eleições, caso o processo de averiguações siga para a frente.

 

A queixa tem como alvo o candidato número 4 da lista da Associação Novo Macau. Wong Kim Long foi apresentado à Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa como apoiante do movimento pró-independência de Hong Kong, o que é negado pelo candidato – Wong Kim Long diz que está a ser vítima de difamação.

 

Numa reacção aos jornalistas sobre o caso, Ho Iat Seng disse que, se os candidatos cumprirem as regras, tudo estará dentro da normalidade. Caso contrário, terá de haver “uma gestão”. Qual, não disse.

 

Para concorrer às eleições e assumir mandato em caso de vitória, os candidatos têm de assinar (e honrar) uma declaração em que prestam fidelidade a Macau então região administrativa especial da China.

 

Ho Iat Seng esteve esta manhã no Pavilhão Desportivo do Instituto Politécnico de Macau, onde exerceu o direito de voto – foi, de resto, uma das primeiras pessoas a votar na assembleia de voto e veio acompanhado pela irmã, a ex-deputada Tina Ho.

 

Como eleitor, Ho Iat Seng participou no sufrágio directo, onde concorrem 24 listas. Já como candidato, o presidente da Assembleia Legislativa é eleito pela via indirecta, através das associações, tendo já garantido o mandato uma vez que avançou numa lista única, com mais três candidatos – todos também já eleitos, pelo círculo dos interesses empresariais. A saber: Kou Hoi In, Chui Sai Peng e Ip Sio Kai.

 

Sónia Nunes