Em destaque

22 de Novembro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5027 patacas e 1.1744 dólares norte-americanos.

Queixa na CAEAL por alegada infidelidade ao regime
Quinta, 14/09/2017

A Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa recebeu uma queixa contra um candidato por alegada infidelidade ao regime. A confirmar-se a acusação, o candidato, que será da Lista da Associação Novo Macau, pode ser impedido de concorrer às eleições para a Assembleia Legislativa – um cenário que ainda não se coloca uma vez que o caso ainda está a ser analisado.

 

“Os dados da queixa foram recolhidos através das redes sociais. Para acompanhar este caso, precisamos recolher mais factos concretos”, declarou o presidente da CAEAL, Tong Hio Fong, que esteve esta manhã no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau.

 

Esta semana, o candidato número 4 da lista da Nova Macau, do campo pró-democracia, disse que estava a ser alvo de uma campanha difamatória nas redes sociais Facebook e Wechat. Wong Kin Long, 20 anos, afirmou que foi publicamente acusado de apoiar a independência de Hong Kong.

 

A nova lei eleitoral obriga os candidatos a assinarem uma declaração de fidelidade a Macau enquanto Região Administrativa Especial da China. Foi a resposta dada pela secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, à interpretação feita pelo Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional sobre a questão do juramento dos deputados de Hong Kong pró-independência.

 

Os candidatos de Macau podem ser impedidos de participar nas eleições e, mesmo após eleitos, arriscam perder o mandato caso se prove que são infiéis ao regime.

 

Depois das eleições do próximo domingo, a CAEAL terá de apresentar um relatório ao Governo sobre o acto eleitoral e os pontos a serem revistos. Tong Hio Fong admite já novas alterações à lei eleitoral. O alvo são as redes sociais: “Posso avançar que, se calhar, temos de reforçar o combate à angariação de votos através das redes sociais, nomeadamente o Facebook, prevendo algumas sanções para este tipo de situações”.

 

A empresa Facebook arrisca pagar uma multa entre cinco mil a 50 mil patacas por divulgar conteúdos pagos pelas listas, classificados pela CAEAL como propaganda eleitoral ilegal.

 

Sónia Nunes