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Legislativas 2017: os candidatos e as propostas da lista 21
Quarta, 13/09/2017

Os canais portugueses da TDM apresentam durante o período de campanha eleitoral um perfil das listas candidatas às eleições para a Assembleia Legislativa. Os candidatos e as propostas, com emissão na Rádio Macau às 9h30 e 16h, e no Canal Macau durante o Telejornal.

 

A lista 21 é a Aurora dos Trabalhadores de Nível Básico, uma estreia absoluta nas eleições para a Assembleia Legislativa e mais um novo grupo a dirigir-se ao eleitorado da função pública. Todos os candidatos da lista – cinco, no total – são funcionários públicos, entre os 45 e os 63 anos, com um grande objectivo em mente: rever o sistema de aposentação.

 

A lista é liderada por Lam Wai Koi, 54 anos. Está na função pública desde 1985 e em regime de contrato individual de trabalho. A referência serve para o candidato afirmar que está em situação de desvantagem em relação a outros funcionários públicos, com direito a mais benefícios.

 

É desde 2013 presidente da Associação dos Funcionários de Nível Básico, fundada em 2007 e base eleitoral da lista.

 

O número dois é Ao Ion Hong, tem 63 anos; é funcionário público há 32. Sem actividade política conhecida, juntou-se agora à associação de Lam.

 

O terceiro candidato é Tang Wai Kai. Tem 50 anos, também participa pela primeira vez nas eleições e está na função pública há dez anos.

 

A Associação dos Funcionários de Nível Básico tem vindo a fazer lóbi pela revisão do regime de previdência dos trabalhadores da função pública em vigor desde 2006, pela mão da ex-secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. O grupo entende que o actual regime prejudica os trabalhadores em comparação com o anterior, herdado do tempo da Administração portuguesa.

 

Este foi, de resto, uma das questões que levaram a associação de Lam Wai Koi a participar nos protestos do Primeiro de Maio, em 2015.

 

Nestas eleições, a lista luta por melhorias no actual pactote de regalias e subsídios para a função pública, incluindo no subsídio de residência. A ideia é que o valor dos benefícios tenha em conta o tempo de antiguidade dos funcionários.


Sónia Nunes/Aries Un