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Legislativas 2017: os candidatos e as propostas da lista 16
Segunda, 11/09/2017

Os canais portugueses da TDM apresentam durante o período de campanha eleitoral um perfil das listas candidatas às eleições para a Assembleia Legislativa. Os candidatos e as propostas, com emissão na Rádio Macau às 9h30 e 16h, e no Canal Macau durante o Telejornal.

 

A Lista 16 é a União para o Desenvolvimento, saída da FAOM, a Federação das Associações de Operários. Representa uma força tradicional pró-Pequim e a favor direitos dos trabalhadores. Nestas eleições se encontra em processo de renovação.

 

Um dos grandes desafios é a saída de Kwan Tsui Hang, que esteve 21 anos na Assembleia Legislativa e decidiu que não se vai candidatar, ficando a tarefa de a substituir a cargo de Ella Lei.

 

Ella Lei tem 35 anos fez carreira nos Operários como administrativa e assistente dos deputados da associação. Desde há quatro anos que ela própria é também deputada, eleita por sufrágio indirecto. Ella Lei parece estar a fazer o mesmo caminho de Kwan Tsui Hang: entrou na AL pelo sufrágio indirecto, num primeiro mandato, assumido em 2013; agora avança para o voto directo.

 

A missão mais difícil de Ella Lei vai ser reconquistar os eleitores que  os Operários perderam nas últimas legislativas.  Há quatro anos, os Operários sofreram uma séria derrota eleitoral: perderam cerca de metade dos votos e só elegeram um deputado, pelo voto popular.

 

Lei conta com a ajuda de Leung Sun Iok, o número dois desta lista. Leung é vice –presidente da Federacao das Associações de Operários e formador de vários cursos no centro de formação da organização. Já foi candidato duas vezes: a última decorreu 2013, quando estava em quinto lugar na lista.

 

O terceiro lugar é ocupado por Sa Ang, professora na Escola para Filhos e Irmãos dos Operários.  Em 2013 Sa Ang estava em quarto lugar.  

 

Mas a Federação das Associações dos Operários tem outra forma de entrar no hemiciclo: a via indirecta. Este ano volta a apresentar dois candidatos  por esta via: Lam Lon Wai, vice-director da Escola para Filhos e Irmãos dos Operários, e Lei Chan U,  director do Comité de Estudo dos Operários. São os únicos candidatos  às duas vagas do sector do trabalho e, por isso, com eleição garantida.

 

Mas a influência política dos operários não acaba aqui. Também estão na concertação social (onde assumem a voz dos trabalhadores), no Conselho Executivo e também em Pequim, na Assembleia Popular Nacional.

 

Têm também uma rede social, com quatro creches, uma clínica e duas escolas. Há quatro anos, a Escola para Filhos e Irmãos dos Operários foi acusada de promover os candidatos da federação, durante o tempo de aulas.

 

Desta vez, na entrega das listas, a mandatária disse que a lista tem sido, nestes últimos quatro anos, vítima de difamação  e que iria tratar destes casos.

 

No programa político da União para o Desenvolvimento está a defesa da prioridade do emprego dos trabalhadores locais; garantir o direito ao salário, folgas e férias e, por último, trabalhar com os patrões para juntos melhorarem a lei.

 

Lina Ferreira