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Protecção Civil com serviço permanente e novo edifício
Quarta, 06/09/2017

O Governo pretende criar a Direcção de Protecção Civil e de Coordenação de Contingência, que vai ficar sob a tutela do secretário para a Segurança. Wong Sio Chak acredita que o processo legislativo pode arrancar “em breve”.

 

O futuro organismo terá carácter permanente e ficará responsável pelo actual Centro de Operações de Protecção Civil, accionado em situações de emergência. No entanto, a denominação do serviço será alterada para Centro de Protecção Civil e de Coordenação de Contingência.

 

A reestruturação tem também como consequência a construção de um novo edifício. Apesar de o centro operacional da protecção civil, localizado no Pac On, ter sido inaugurado em Maio, o secretário defende que é necessária uma infra-estrutura bem preparada na península.

 

“Já temos um outro, mas o espaço é muito limitado. O actual centro de protecção civil, que está no Pac On, é maior. Só que não é suficiente para organizar os trabalhos. Como está na ilha da Taipa, também tem limitações na operação”, argumentou Wong Sio Chak, esta tarde, numa conferência de imprensa da nova Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento.

 

A passagem do tufão Hato, que provocou dez mortos e 244 feridos, vai levar a uma remodelação da capacidade de resposta. O secretário para a Segurança anunciou que os meios de salvamento vão ser reforçados, através da aquisição barcos de borracha e motas de água. As equipas de mergulhadores passarão a receber mais formação.

 

Outra medida prevista é a criação de um mecanismo de comunicação, através de altifalantes, no Porto Interior e em espaços públicos, como os terminais marítimos de passageiros e o aeroporto. O Governo defende também que os serviços de informação, que em caso de tufão são garantidos de forma regular pela TDM – Teledifusão de Macau, possam ser assegurados por outros meios.

 

Na conferência de imprensa, Wong Sio Chak admitiu ainda criar um enquadramento legal para fiscalizar comunicações, de forma a evitar rumores. “Vamos estudar, em caso de urgência e necessidade, a viabilidade de fiscalização dos grupos de comunicação de aplicações de telemóveis que transmitem rumores de casos não verídicos”, explicou.

 

Devido a rumores relacionados com a passagem do tufão Hato, o Ministério Público abriu processos de averiguação a quatro pessoas.

 

Pedro Galinha