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IACM aceita parecer para preservar a ponte-cais 23
Quarta, 06/09/2017

O edifício da ponte-cais 23, localizado no Porto Interior, não vai ser demolido. A hipótese foi admitida pelo porta-voz do Governo, Victor Chan, na semana passada. Para o local, existe um plano de instalação de uma bomba para escoar água em caso de cheias provocadas pelas chuvas.

 

No entanto, o Instituto Cultural (IC) emitiu um parecer que defende a preservação do imóvel. A secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, concorda com o conteúdo do documento.

 

“Ouvimos o parecer do IC, por isso, decidimos não optar pela ponte-cais 23 [para instalar a bomba de água]. Estamos a fazer um estudo para avaliar qual é o sítio mais adequado”, indicou a responsável, esta tarde, numa conferência de imprensa da nova Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento.

 

Sónia Chan abordou o assunto porque o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) vai gerir a futura instalação. Quando for activada, a bomba pode escoar 14.550 litros por segundo.

 

Sobre as consequências da passagem do tufão Hato, a secretária garante que a recolha de lixo continua a ser feita “durante toda a noite”. Até ao final de Agosto, 16.531 toneladas foram recolhidas.

 

Sónia Chan afirma ainda que a “estimativa preliminar” aponta para “cerca de 500 hectares” de zonas florestais “devastados”. “Houve quedas de mais de dez mil pés de árvores, quatro mil sofreram danos graves e carecem de remoção, 9500 sofreram danos intermédios. Entre as árvores caídas, mais de 20 estavam classificadas como antigas”, precisou a secretária, sublinhando que a contagem não inclui árvores plantadas em espaços privados. Os 13 trilhos de Macau estão “encerrados temporariamente” devido aos danos de “vários níveis”.

 

Na área da segurança alimentar, o IACM inspeccionou mais de 800 estabelecimentos. “Desde o dia do tufão até este momento, eliminaram-se cerca de 300 toneladas carnes refrigeradas e congeladas e cerca de 60 toneladas de outros produtos alimentares”, adiantou Sónia Chan.

 

O IACM, que faz parte do sistema de protecção civil, também foi atingido pelos efeitos das cheias. De acordo com a secretária, 148 veículos sofreram danos, o que “dificultou” os trabalhos.

 

Pedro Galinha