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Hato: Chui Sai On admite falta de precaução
Quarta, 06/09/2017

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, admite que o Governo não estava preparado para enfrentar uma tempestade como o tufão Hato.

 

“Sem qualquer desastre, sem qualquer acontecimento, todos nós ficámos muito relaxados”, afirmou o líder do Governo, esta tarde, numa conferência de imprensa da nova Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento.

 

Chui Sai On acrescenta que não houve “cautela” nem “precaução” para fazer face às consequências do tufão Hato, que provocou a morte a dez pessoas e fez 244 feridos. No entanto, o Chefe do Executivo garante que os serviços das várias tutelas deram “o melhor” e vão “continuar para auxiliar toda a população”.

 

Chui Sai On destaca a “alta qualidade cívica” que os residentes demonstraram. “A população foi muito unida, muito coesa em recuperar a estabilidade e a ordem da sociedade”, indicou.

 

A Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento, criada na sequência do tufão Hato, é presidida pelo Chefe do Executivo e integra os cinco secretários do Governo, o director-geral dos Serviços de Alfândega e o comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários. O novo organismo mantém-se activo ao lado do Conselho de Tratamento de Incidentes Imprevistos, que surgiu em 2012 e se mantém “activo”. Contudo, Chui Sai On não avançou detalhes sobre o tipo de trabalho que tem feito para a prevenção e resposta de catástrofes naturais, acidentes e calamidades.

 

Na conferência de imprensa, o líder do Governo abordou ainda a questão da electricidade. O tufão Hato provocou um corte de energia, já que o cabo de abastecimento que vem de Zhuhai sofreu danos. Para aumentar a capacidade de produção local, Chui Sai On reafirmou que há um plano para ter um central a gás natural, que vai dar mais autonomia a Macau neste tipo de casos.

 

“Conseguiremos produzir 30 por cento da electricidade e, em casos de emergência, a capacidade poderá ir até 50 por cento”, garantiu o Chefe do Executivo.

 

Pedro Galinha