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Legislativas 2017: os candidatos e as propostas da lista 2
Segunda, 04/09/2017

 

Os canais portugueses da TDM apresentam durante o período de campanha eleitoral um perfil das listas candidatas às eleições para a Assembleia Legislativa. Os candidatos e as propostas, com emissão na Rádio Macau às 9h30 e 16h, e no Canal Macau durante o Telejornal.

 

A lista número 2 é a histórica União Promotora para o Progresso, ligada ao campo tradicional. Tem base eleitoral nas associações de moradores, os Kai Fong, e nas organizações dos Chineses Ultramarinos, também pró-Pequim. Pela primeira vez após a transferência de Macau para a China, os Kai Fong vão a votos sem o apoio da Associação das Mulheres, que concorre noutra lista em separado. A divisão é estratégica: o objectivo é conseguir três mandatos, no total.

 

O deputado Ho Ion Sang é, pela terceira vez, o cabeça de lista dos Kai Fong. É director dos Serviços de Apoio ao Cliente do Banco da China e vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Nos Kai Fong desde 1995, Ho Ion Sang participou nas legislativas de 2005 num lugar não elegível e, quatro anos depois, surgiu como cabeça de lista, em substituição de Leong Heng Teng. Foi eleito, mas com um revés: pela primeira vez, em 21 anos, a lista falha a eleição do número dois. A situação reverte-se nas legislativas de 2013: Ho Ion Sang é o terceiro candidato mais votado, garantindo dois mandatos.

 

Sem as Mulheres, nestas legislativas, Ho Ion Sang puxa para número dois Ieng Weng Fat, vice-presidente da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos. Ieng Weng Fat dá aulas de história no Instituto Politécnico de Macau, faz parte do Conselho para as Industrias Culturais e do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários das Ilhas. Candidata-se pela primeira vez à Assembleia Legislativa, depois de ter sido mandatário de Agnes Lam, em 2013.

 

Chan Ka Leong é o número três. Também é professor e aos 40 anos é uma das figuras de destaque dos Kai Fong: está à frente do Conselho de Assuntos Sociais da associação e é subdirector da Escola dos Moradores de Macau.

 

A UPP apareceu, pela primeira vez, há 25 anos. Até então, os Kai Fong concorriam na mesma lista que a Associação Geral dos Operários: separaram-se nas legislativas de 1992, as primeiras em que foi usado o actual método de conversão de votos em mandatos, que dificulta a formação de maiorias na Assembleia Legislativa.

 

A habitação é a prioridade. A lista quer mais controlo do Governo no mercado privado para evitar preços especulativos e defende mais oferta de habitação pública.

 

A construção e o planeamento urbano são outros pontos em destaque. A lista insiste numa quinta ligação entre Macau e Taipa e pede também alterações no serviço de transportes, com percursos mais directos nas carreiras de autocarros.

 

Sónia Nunes