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Li Canfeng alerta para impactos da construção de dique
Sexta, 01/09/2017

O director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Li Canfeng, afirma que a construção de um dique para prevenir as cheias no Porto Interior pode ter vários impactos.

 

“A construção de um dique envolve o canal de navegação, o transporte de mercadorias, as actividades comerciais da zona, a cultura histórica e também a paisagem”, alerta.

 

No entanto, trata-se de “um arranjo interno”, o que faz com que o projecto não esteja dependente de contactos e da aprovação das autoridades da China Continental.

 

Li Canfeng explica que a estimativa aponta para que as águas tenham subido até aos 5,5 metros, durante a passagem do Hato.

 

“As obras que fizemos não resultaram nada. Temos de acelerar as obras para travar a maré”, afirma o responsável.

 

Um dique na zona do Porto do Interior, segundo explica Li Canfeng, passa pela construção de uma barreira que ficará, pelo menos, com seis metros de altura.  

 

Contudo, pode não ser “suficiente”, abrindo espaço para a alternativa de construir uma comporta, entre Macau e Wanchai, que também está em fase de estudo.

 

Ontem, o Governo recebeu novos dados com as exigências de Pequim.

 

“Temos ainda de fazer estudos complementares sobre este projecto. Por exemplo, [sobre] ecologia marítima, força da água, assoreamento, viabilidade do aproveitamento do mar, entre outros”, enumera Li Canfeng.

 

A construção de uma comporta exige ainda comunicação e colaboração com as autoridades de Zhuhai e Zhongshan.

 

Outra solução que está a ser estudada é a instalação de uma bomba, já prevista, mas que ainda não teve luz verde.

 

“A bomba activada pode escoar 14.550 litros por segundo”, precisa o vice-presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, Lo Chi Kin.

 

“Neste momento, sem a bomba funcionar, [a capacidade de escoamento instalada é de] 8000 litros por segundo”, nota.

 

A instalação desta bomba está projectada para a Ponte-Cais 23, mas o último parecer do Instituto Cultural (IC) defendia a preservação do local.

 

“O parecer do IC foi [feito] antes da passagem do tufão. Agora, vai ter de ser repensada esta posição. Todas as decisões vão ser tomadas de acordo com o maior interesse da sociedade”, garante o porta-voz do Governo, Victor Chan.

 

Apesar de ser uma solução para evitar cheias, a bomba é inviável caso o nível da água do rio suba em demasia.

 

No caso da comporta ou do dique, o Governo vai ter de encomendar estudos a instituições universitárias.

 

Por agora, não há qualquer prazo para os projectos avançarem.

 

Pedro Galinha