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GPDP vai fiscalizar projecto de cidade inteligente
Domingo, 13/08/2017

O Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP) diz que apoia o desenvolvimento da cidade inteligente, uma parceria entre o Governo e o gigante chinês da tecnologia, o grupo Alibaba, e que vai desempenhar o papel de fiscalizador do projecto.

 

Num comunicado divulgado hoje, o GPDP defende que “a protecção adequada de dados pessoais é o elemento essencial no desenvolvimento da cidade inteligente”.

 

O plano de recorrer à computação em nuvem e à inteligência artificial para a gestão da cidade foi na última semana alvo de críticas por parte da Associação Novo Macau, que denunciou falta de transparência do projecto e apontou para o que considera maus registos, quer do Governo, quer do grupo Alibaba, quanto ao tratamento e à protecção de dados pessoais.

 

Em conferência de imprensa, a Novo Macau pediu a suspensão da parceria entre o Governo e a empresa de Jack Ma, um dos homens mais ricos da China, apontando para a falta de informação sobre o projecto e o orçamento envolvido, além das alegações de suspeitas sobre a protecção de dados pessoais.

 

Hoje, o GPDP garantiu que “tem apoiado e participado activamente no planeamento” do projecto e que, nesse âmbito, vai “reforçar o grau de coordenação e orientação e elevar a eficácia dos trabalhos, desempenhado papéis de fiscalizador, apoiante e facilitador”.

 

O acordo celebrado entre o Governo e o grupo Alibaba tem o objectivo de criar em Macau um centro de computação em nuvem e lançar projectos de inteligência artificial a partir de grandes volumes de dados em áreas que incluem o ambiente, alfândegas, trânsito e também o desenvolvimento de modelos de previsão da economia.

 

A secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, tinha já garantido que “quaisquer serviços ou instituições responsáveis” pelo desenvolvimento da cidade inteligente “estão obrigados ao sigilo”.

 

De acordo com declarações de Sónia Chan, que antes de ser secretária foi coordenadora do GPDP, “o Governo não vai passar a outras instituições a informação de foro privado e, por isso, não há razão para preocupações por parte da população”.

 

Hugo Pinto