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Morte de animal apoiado pela Anima vista como “mensagem”
Sexta, 28/07/2017

A Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Macau denuncia a morte cruel de uma cadela que apoiava na zona de Coloane. O corpo foi encontrado perto das instalações da associação, onde não existe um sistema de videovigilância.

 

“Na nossa opinião, [o animal] foi miseravelmente assassinado. Foi desmiolado. A cabeça foi retirada, limpa e colocada novamente no corpo. Mas esqueceram-se de um osso. O animal nunca podia ter sido atropelado porque as mazelas que o corpo tinha não eram de atropelamento. O animal estava muito longe do sítio onde vivia. Nunca se afastava desse sítio. Era acompanhado pela ANIMA, desde Janeiro de 2014. Toda a gente conhecia isso. Para nós, é um crime e, provavelmente, uma chamada de atenção para aquilo que estamos a fazer”, aponta o presidente da Anima, Albano Martins.

 

O caso foi tornado público, hoje, no habitual artigo de opinião que Albano Martins assina no Jornal Tribuna de Macau. O corpo do animal, que estava desaparecido desde o dia 15, foi encontrado na última terça-feira.

 

O Canil Municipal já realizou uma autópsia. Apesar de desconhecer os resultados, Albano Martins acredita que a tese de crime está a ser considerada pelas autoridades.

 

“Fizemos uma carta para a Polícia de Segurança Pública a contar o sucedido, a juntar fotografias do animal. Pedimos ao Canil Municipal uma autópsia, que confirmou que fez a autópsia, mas não nos deu detalhes. Disse-nos apenas que tinha mandado um relatório para a Polícia de Segurança Pública. Isto significa, na nossa opinião, que há indício de crime. O animal foi sujeito a um crime brutal e foi colocado de modo a ser enviada uma mensagem a todos nós. Vamos tentar investigar. Vamos mandar uma nova carta ao secretário para a Segurança a pedir apoio para este caso. Ao mesmo tempo, vamos continuar a fazer o mesmo que fizemos”, garante o presidente da Anima, que promete “apanhar quem fez esse crime”.

 

Nos últimos tempos, a associação liderada por Albano Martins tem estado envolvida em várias iniciativas, como o fim das corridas de galgos no Canídromo. Além disso, foi das primeiras a partilhar o vídeo que mostrava um agente da Polícia Judiciária a maltratar um cão, no início deste ano.

 

Pedro Galinha