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Estudo: faltam talentos nas finanças, mas futuro é promissor
Quarta, 26/07/2017

Faltam mais de 200 profissionais na banca, em Macau, e a escassez de talentos no sector pode agravar-se nos próximos anos. A conclusão é de um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, que considera, no entanto, que o sector financeiro da RAEM tem “excelentes perspectivas de desenvolvimento”, devendo aproveitar as oportunidades criadas pela iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e pela construção de uma plataforma de comércio entre a China e os países de língua portuguesa.

 

O estudo, que teve como objectivo analisar os níveis de procura de profissionais nas áreas da banca e dos seguros – dois pilares do sector financeiro –, foi encomendado pela Comissão de Desenvolvimento de Talentos. A investigação visava traçar o retrato da procura actual, bem como projectar as necessidades esperadas para os próximos três a seis anos.

 

De acordo com um comunicado da comissão, o estudo conclui que a escassez de talentos no sector bancário corresponde hoje a 231 pessoas, devendo crescer para 749 a 1.488 nos próximos três a seis anos. A análise indica também que “há uma alta taxa de crescimento de procura de talentos para cargos em bancos privados e bancos electrónicos”.

 

Já na área dos seguros, sector onde 75 por cento das empresas têm menos de 30 trabalhadores, a escassez de profissionais qualificados nos próximos três a seis anos pode corresponder a 67 a 95 pessoas.

 

Ainda segundo o mesmo estudo, que teve por base as respostas a 38 questionários enviados a bancos e seguradoras, a mudança de emprego representa o principal factor da mobilidade de profissionais.

 

Sofia Jesus