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Lusitanistas: Professores pedem mais materiais didácticos
Segunda, 24/07/2017

Falta de materiais adaptados para chineses. É esta a mais complicada das tarefas dos professores de português na China. No Âmbito do Congresso dos Lusitanistas, a decorrer no Instituto Politécnico (IPM), os professores assumem que os próprios ainda estão a construir uma base sólida para a cada vez maior procura. O problema é mesmo a falta de materiais mais familiares aos estudantes asiáticos.

 

Catarina Xu é das mais graduadas professoras de português na China. Ela conta-nos que a língua é das que mais cresce entre os 69 idiomas estrangeiros que se ensina no país. As dificuldades são muitas. Começando pela falta de materiais, que vão sendo feitos à mesma velocidade a que a procura cresce.

 

Ainda assim, Catarina Xu, docente da Universidade de estudos internacionais de Xangai, acredita que a qualidade do trabalho está assegurada. Embora reconheça que é mais fácil se quem produzir os materiais saiba como funciona a maneira de pensar de um chinês.

 

"É melhor se for um chinês a leccionar, por uma questão de conhecimento cultural", começa por dizer Catarina Xu, antes de frisar que o Governo Central entende isso mesmo. Como tal, existe já uma aluna a fazer o mestrado em Portugal. Catarina Xu diz que a base de professores de português na China pode ainda ser curta, mas é um processo demorado e está a crescer.

 

Olívio Lu vem da universidade de Zhejiang. É mestre no ensino de língua portuguesa e dá aulas aos primeiros três anos da licenciatura. Reconhece que a principal dificuldade está na falta de materiais.

 

"Temos, de facto, muitas dificuldades. Mas está melhor do que há uns anos. Os materiais produzidos pelo IPM têm sido muito importantes", refere.

 

Olívio Lu acredita que o português abre as portas mais facilmente aos alunos no futuro, ajudando a "encontrar um emprego melhor e com mais futuro".

 

Os dois professores reconhecem o trabalho do Instituto Politécnico, quer na produção de materiais didácticos, como também na promoção de conferências e intercâmbios. 

 

Catarina Xu enaltece o trabalho do Governo Central no apoio ao ensino do português. Para já são 35 instituições de ensino superior que ministram o português na China. O objectivo é que dentro de três anos o número se aproxime das 50.

 

João Picanço