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Investimento na Língua Portuguesa é "impressionante"
Segunda, 24/07/2017

A partir de hoje e até sexta-feira, académicos de 14 países e mais de 80 instituições reúnem-se no Instituto Politécnico de Macau para o primeiro congresso, na Ásia, da Associação Internacional de Lusitanistas.Roberto Vecchi, presidente da associação, diz que o primeiro encontro realizado a Oriente “é uma oportunidade” para conhecer um novo centro “fulcral” de ensino da Língua Portuguesa no mundo  - Macau e a China.

 

“Não podemos esquecer que, neste momento, o investimento feito no ensino da Língua Portuguesa aqui e particulamente na China é impressionante. Uma associação como a nossa, de académicos e investigadores, não pode ficar indiferente perante este macroscópico processo”, afirmou, após a cerimónia de abertura do congresso.

 

Fundada em França, em 1984, a Associação tem sede em Coimbra e acolhe membros do Brasil, dos países africanos de língua portuguesa e de outros locais onde se ensina e aprende o português.

 

A realização do congresso em Macau é também simbólico para Carlos Ascenso André: o director do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau foi também um dos fundadores da Associação de Lusitanistas, em 1984.

 

“Isto é um reconhecimento do mundo académico em relação ao que Macau representa no ensino da língua portuguesa. E é também uma aposta muito clara de Macau no que diz respeito a essa mesma língua portuguesa”, apontou.

 

Carlos Ascenso André afirma-se como um "optimista" em relação aos esforços que estão a ser feitos no ensino do português em Macau e na China mas ressalva que é preciso "tempo" para os resultados surgirem. 

 

“O problemas das pessoas é aquele pessimismo que as leva a quererem coisas no dia seguinte. Não se faz crescer uma língua nem em dois, nem em cinco nem em dez anos. Precisamos de tempo. O que está a ser feito é a semente que vai dar frutos daqui a alguns anos”, referiu.  

 

André Jegundo