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Voo entre China e Portugal é “avanço muito relevante”
Segunda, 24/07/2017

O embaixador português em Pequim, Jorge Torres Pereira, considera a abertura da ligação aérea directa entre a China e Portugal “um avanço muito relevante naquilo que é verdadeiramente a base do relacionamento bilateral: cada um dos povos estar mais consciente e ter mais conhecimento do outro”.

 

Em declarações à TDM – Rádio Macau, o diplomata afirma que a nova rota, iniciada amanhã, potencia o desenvolvimento das relações sino-portuguesas. “Acreditamos que tudo aquilo que temos feito, como a intensificação das relações económicos, dos contactos entre pessoas, dos fluxos de turismo, pode ser potenciado com a existência de um voo directo”, indica.

 

A ligação arranca em Hangzhou, passa por Pequim e termina em Lisboa. A Beijing Capital Airlines, que assegura a ligação, faz parte do grupo HNA, accionista da TAP.

 

Para Jorge Torres Pereira, a conjugação destes factores prova “a consolidação de Lisboa e Portugal como um hub para as ligações entre a China e os países de língua portuguesa”. “Investir em Portugal é também facilitar a penetração chinesa em terceiros mercados, inclusivamente em acções de parceria e cooperação trilateral. É evidente que a abertura do voo directo consolida isso. Por outro lado, o voo directo responde também a uma solicitação que temos vindo a ouvir por parte de homens de negócios chineses”, afirma o embaixador.

 

Portugal espera mais investimento chinês, mas a tónica deve passar pela diversificação, com especial enfoque na área industrial. “Mantendo-se esta lógica e a facilitação das cooperações em países terceiros, nomeadamente Brasil e Angola, não há praticamente sectores que não possam ser abrangidos pelo interesse do investimento chinês”, nota Jorge Torres Pereira.

 

Questionado sobre a possibilidade de a oferta de ligações aéreas aumentar, o chefe da missão diplomática portuguesa na capital da China admite que já está a ser feito algum trabalho. “A frequência deste primeiro voo Hangzhou-Pequim-Lisboa, que é de três vezes por semana [quarta-feira, sexta-feira e domingo], pode ser ampliada para um número maior de voos semanais. É claro que isso depende da concretização das perspectivas e avaliações de tráfego comercial. Com os números que temos de aumento muito significativo em percentagem de turistas chineses, neste últimos dois anos, tudo leva a crer que estas perspectivas de retorno comercial se concretizem. É evidente que, nessa lógica, a abertura de outras linhas se poderá impor”, adianta.

 

Jorge Torres Pereira sublinha que, na China, a iniciativa “Uma faixa, uma rota” domina as atenções. O voo directo para Portugal é enquadrado nesta política, uma vez que liga a Ásia à Europa.

 

No caso de Macau, a Beijing Capital Airlines criou uma rota que dá ligação a Pequim. Para amanhã, está agendado a viagem inaugural entre o território e a capital chinesa.

 

Pedro Galinha