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Anima lança campanha de adopção para galgos do Canídromo
Segunda, 17/07/2017

A Anima lançou uma campanha internacional para promover a adopção dos cerca de 650 galgos que ainda correm no Canídromo de Macau. Em contagem decrescente para o fim da concessão das corridas de galgos, em 2018, a organização de protecção dos direitos dos animais quer também ficar com o espaço do canídromo durante um ano.

 

O pedido já foi feito ao Governo mas a resposta ainda não chegou. O presidente da organização da protecção de Direitos dos Animais, Albano Martins, diz que esta é uma única forma de gerir os processos de adopção dos cães para fora de Macau. 

 

“Temos que ser pragmáticos. Nós não temos espaço para mais animais. Se não tivermos espaço como é que poderemos salvar estes galgos? Toda a gente comenta que é a Anima que deve ajudar e resolver este problema. Mas sozinhos não vamos conseguir”, afirmou Albano Martins, em conferência de imprensa. 

 

Com o encerramento do Canídromo previsto para Julho do próximo ano -  data em que termina o prazo dado pelo Executivo à Companhia Yat Yuen para fechar o espaço ou relocalizar as corridas – a Anima lança um apelo ao Governo: é necessário um trabalho conjunto para preparar o encerramento do espaço.

 

A Anima já escreveu também à companhia de galgos Yat Yeun para ficar com os animais após o encerramento do espaço. É que se os galgos ficarem nas mãos da empresa, Albano Martins diz que o destino dos animais é uma incógnita.

 

 

“Não será bom para imagem de Macau, que quer ser uma cidade moderna, se estes animais forem todos mortos em Julho do próximo ano. Certamente que isso não dará uma boa imagem de Macau. Portanto é preciso arranjar uma solução para o problema”, acrescentou. 

 

Em conjunto com organizações internacionais está em curso uma campanha para promover  a adopção dos galgos de Macau. Da Europa e dos Estados Unidos já chegaram pedidos para o acolhimento de 250 animais. Albano Martins acredita que será possível arranjar novos donos para todos os galgos do canídromo. O mais difícil, garante, será suportar os custos de transporte para fora de Macau.

 

Nesta conferência de imprensa, a Anima apresentou também o novo código de ética que elenca os princípios da organização: não tem o lucro como finalidade, não se associa a “organizações políticas nem a ideologias”, promove a cooperação internacional e a igualdade de oportunidade. 

 

André Jegundo