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Arranca 4º curso IPM de português para professores chineses
Quinta, 13/07/2017

Formação cultural e entender a estrutura da língua são os dois principais desafios para os professores de português do interior da China. É principalmente para eles que o Instituto Politécnico de Macau (IPM) arranca esta quinta-feira com a quarta edição do curso de formação de português, direccionado para professores universitários da China Continental.

 

Até dia 21, o IPM procura manter a rede com as 35 universidades que ensinam português na China. O que falta, diz o professor Carlos André, é ensinar quem já domina a língua a ensinar os outros.

 

“Há duas partes no curso. A primeira, dedicada à parte literária e cultural, que os professores sentem muita falta. A outra é da fonética e dos sons, que de facto é uma das grandes dificuldades”, explicou Carlos André.

 

Existem 35 universidades a ensinar português na China e Carlos André já visitou 28, mantendo a rede um diálogo constante com todas elas. Os cursos arrancaram em 2013 e são feitos à medidas dos formandos, já que são eles que expressam as suas necessidades.

 

Carlos André lembra que há níveis diferentes em todas as instituições. O ensino do português na China arrancou em 1960, como uma paragem na altura da Revolução Cultural. O ensino português cresce mais eficazmente desde há dez anos.

 

Carlos André diz que etapa embrionária serve para consolidar a rede: “Algumas das universidades ainda nem terminaram o primeiro ciclo. É muito importante o que estamos a fazer agora. É uma fase crucial, pois é ela que vai definir o que será o português na China no futuro”.

 

Carlos André estima que neste momento existam cerca de 180 professores de português na China, com 100 de nacionalidade chinesa. O facto de, ao que refere o professor, não haver um único professor que desconheça a existência do curso, motiva um balanço “francamente positivo” dos primeiros quatro anos.

 

O curso conta com 23 professores inscritos. Dois são de Macau e apenas um deles não é professor universitário, mas pediu para participar e foi aceite.

 

Helena U é uma das professoras que vão participar no curso de português. A docente da universidade de Nankai, na província de Tianjin, diz que encontra no curso a resolução para várias dificuldades com que se depara diariamente.

 

“A principal dificuldade é a falta de materiais didácticos. A maior parte dos alunos de português na China procura mais oportunidades de trabalho. Saber português é uma mais-valia”, disse Helena U no final da cerimónia.

 

João Picanço