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Académicos lusitanistas reunidos pela primeira vez a Oriente
Quarta, 12/07/2017

A organização do 12º Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas, que decorre no Instituto Politécnico de Macau (IPM) entre os dias 23 e 28 de Julho, é um “reconhecimento” do trabalho que a instituição de ensino superior tem feito em prol da língua portuguesa e também do papel do território.

 

A avaliação é de Carlos André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, que atribui o mérito de organizar o primeiro encontro no Oriente da maior associação de estudos de língua e cultura portuguesas ao presidente do IPM, Lei Heong Iok.

 

De acordo com Carlos André, foi ainda em 2014 que Lei sugeriu a apresentação da proposta de organização do evento, aprovada no último congresso dos lusitanistas, na cidade de Mindelo, Cabo Verde.

 

A realização do encontro, para Carlos André, é “um desafio, uma responsabilidade muito grande, mas também o reconhecimento do que o IPM tem feito para desenvolver os estudos de língua portuguesa em Macau, na China e na Ásia”.

 

Em conferência de imprensa, o académico destacou, ainda, a importância do congresso para Macau, dado que “é a primeira vez que universidades de todo o mundo vêm aqui para afirmar com muita clareza que o território tem um papel a desempenhar e que a história de Macau tem um significado muito especial neste diálogo de culturas, onde o português é, claramente, um elemento marcante”.

 

Na sua 12º edição, o congresso dos lusitanistas vai contar, pela primeira vez, com a participação de académicos chineses. Serão 16 e alguns vão apresentar comunicações, o que, para Carlos André, é um sinal da “evolução científica” que se verifica no outro lado da fronteira.

 

Ao todo, vão estar representados 15 países e cerca de 80 instituições universitárias – algumas das mais prestigiadas do mundo – Brown, Oxford, La Sapienza, Coimbra ou Porto.

 

Conhecidos são também alguns dos nomes dos participantes no congresso: “Hélder Macedo, que é Professor emérito do King’s College de Londres, Isabel Pires de Lima, que foi ministra da Cultura de Portugal e é Professora emérita da Universidade do Porto, Roberto Vecchi, que é director de faculdade na Universidade de Bolonha, Itália”, entre outros, destacou Carlos André.

 

Ao todo, estão inscritos 142 participantes, mas há três semanas eram cerca de 180.

 

A redução deveu-se à crise que se vive no Brasil, que impediu muitos académicos de conseguirem os apoios necessários para as viagens até Macau. Ainda assim, o contingente brasileiro é o mais numeroso.

 

Durante os seis dias do congresso vão realizar-se quatro sessões plenárias e 48 sessões paralelas.

 

A língua portuguesa no mundo, “com atenção especial” a Macau e à China será tema de debate, tal como as literaturas portuguesa, brasileira e africanas, a história contemporânea ou os estudos feministas.

 

No dia 27, haverá uma mesa redonda com escritores.

 

No programa provisório chegou a constar o nome do português Gonçalo M. Tavares, tendo sido substituído por Carlos Morais José, que vai estar a representar Macau numa sessão que conta, ainda, com Ana Miranda, do Brasil, e João Paulo Borges Coelho, de Moçambique.

 

Hugo Pinto