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CTM ainda a analisar falha na rede de comunicações
Terça, 07/02/2012

A CTM continua a analisar o problema que esteve na origem, ontem, de uma falha na rede da operadora que afectou a Internet e os serviços móveis 3G durante seis horas. Tal como a Direcção dos Serviços de Regulação das Telecomunicações (DSRT) tinha estipulado, a operadora entregou hoje ao Governo um relatório preliminar, mas a causa da falha na rede de comunicações só deverá ser identificada no relatório final que a CTM tem que entregar no prazo de três semanas.

 

Em conferência de imprensa realizada esta tarde, o director da DSRT, Tou Veng Keong, remeteu uma eventual penalização da empresa para depois da entrega do relatório final, e se for verificado que a CTM foi, de facto, responsável pela falha: “O que posso dizer é que vamos esperar até que o relatório final seja entregue. Durante este período de espera, os meus colegas, peritos, vão acompanhar os trabalhos que decorrem na CTM para tentar perceber qual foi o problema. Quando o relatório for entregue, vai ser alvo da nossa atenção detalhada e, se virmos que a empresa é, de facto, responsável por qualquer problema, então, de certeza, vamos analisar o contrato de concessão, as licenças, os termos e as condições que a CTM tem de respeitar. No caso de terem violado alguma destas obrigações, julgo que vai haver penalizações. Mas temos de esperar pelo relatório final.”

 

Entretanto, como forma de compensar os utilizadores afectados pela falha das comunicações, a CTM anunciou descontos que vão sentir-se nas próximas contas de final do mês. O administrador da operadora, Vandy Poon, anunciou descontos de 25 por cento nas assinaturas móveis 3G, de 15 por cento na Internet e ainda minutos grátis nos cartões pré-pagos. Ao todo, Poon estima que as promoções vão custar à operadora cerca de 30 milhões de patacas. Quanto ao prejuízo que a falha registada esta segunda-feira representou para a empresa, Vandy Poon não soube calcular.

 

Quanto à rede da CTM, Vandy Poon defendeu a fiabilidade do sistema, argumentando que “o sistema tem uma margem de segurança que acreditamos ser suficiente em circunstâncias normais ou até durante as horas de maior tráfego". "Na realidade, o ‘software’ da plataforma IP é novo e muito avançado em termos de tecnologia. Toda a arquitectura deste sistema baseia-se no princípio da redundância e é muito dinâmico em termos de auto-recuperação sempre que a rede tem problemas”, acrescentou.

 

Vandy Poon adiantou, ainda, que a CTM está, nesta altura, a trabalhar com o fornecedor da rede, empresa que o administrador não quer revelar para já, deixando esse anúncio para quando for entregue o relatório final ao Governo.