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Romance histórico em debate no Rota das Letras
Sexta, 03/02/2012

Esta tarde no Festival Rota das Letras discutiu-se o romance histórico. Este género literário permite aos leitores compreenderem melhor determinados factos, acontecimentos, e até decisões históricas mas, por outro lado, também restringe um pouco a liberdade criativa. Estas foram algumas das conclusões a que chegaram os oradores deste painel.

 

Para José Rodrigues dos Santos o romance histórico vale, pelo menos, uma viagem no tempo ao permitir “reconstruir um tempo e transportar para lá o leitor”. O jornalista e também escritor dá um exemplo de um leitor que “está em casa a ler um livro na Almeida Ribeiro e, de repente, já não está em Macau mas em 1917 com as tropas portuguesas nas trincheiras”.

 

Por outro lado, um romance histórico também pode restringir parte da criatividade, entende Paulo Aido. “O escritor pode usar todos os argumentos da sua imaginação mas a partir do momento em que se refere a uma determinada época ele tem de fazer essa viagem no tempo”, afirma, acrescentando que, nesse caso, a história tem de ser “tão sólida e credível de forma a que o leitor possa fazer a mesma viagem”.

 

Já outro orador, o escritor local Joe Tang, sublinhou que um romance histórico “ajuda-nos a perceber como pensavam os nossos antepassados e a descobrirmos pensamentos por detrás de determinadas decisões”. No debate falou-se ainda da possibilidade de haver um outro tipo de romance histórico, quando um dos intervenientes, a taiwanesa Jade Y Chen, definiu as suas obras como “um romance com um pano de fundo histórico”.