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Macau acolhe cimeira sobre plataforma de serviços
Quarta, 31/05/2017

Macau acolheu hoje a primeira Cimeira sobre a Construção da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, apoiada pelas empresas estatais chinesas.

 

No discurso da inauguração, o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, disse que “na nova era de implementação plena da iniciativa ‘Uma Faixa, uma Rota’ e no processo acelerado da construção de Macau como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, existe um grande espaço para promover a complementaridade e a cooperação entre as empresas estatais centrais, o Governo da RAEM e os diversos sectores o projecto”.

 

Para o líder do Governo, “através da conjugação das fortes capacidades das empresas estatais centrais com as vantagens específicas de Macau, e por via do papel de Macau enquanto plataforma, serão proporcionadas oportunidades de cooperação entre as empresas estatais centrais e as empresas de Macau, permitindo-lhes a conquista conjunta do mercado internacional, e reforçando-se a cooperação no comércio e investimento a nível bilateral e internacional”.

 

Do lado da China, fica a promessa de ajudar promover as oportunidades em Macau e nos países de língua portuguesa junto das empresas estatais. Hao Peng, secretário do Comité do Partido Comunista da Comissão de Supervisão e Gestão de Activos Estatais junto do Conselho de Estado sublinhou o investimento das empresas estatais em Macau. “No ano passado, 25 empresas nacionais estabelecerem cerca de cem agências em Macau”, afirmou, sublinhando que o montante investido rondou os 50 mil milhões de renmimbi. Segundo as contas de Hao Peng, o lucro foi “de cerca de cinco mil milhões”.

 

De Portugal, o secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, manifestado o interesse e disponibilidade do governo luso nas potencialidades decorrentes do projecto ‘Uma faixa, uma rota”, em todas as áreas: “no centro de distribuição de produtos alimentares, no centro de serviços comerciais para as pequenas e médias Empresas da China e países de língua portuguesa e no centro de convenções e exposições para a cooperação económica e comercial”.

 

De acordo com Jorge Costa Oliveira, Portugal, quer contribuir para que Macau “possa desempenhar o papel de ponte efectiva na cooperação económica e comercial” entre a China e a lusofonia.

 

O secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, disse ver com bons olhos a disponibilidade deixada por Portugal para servir de porta de entrada às empresas de Macau e da China para a lusofonia e para a Europa.

 

“Macau tem procurado desempenhar bem essa plataforma e é o melhor local para o fazer, servindo de plataforma entre a China e a lusofonia. Mas os países de língua portuguesa não são importantes apenas para Macau, mas também para as empresas estatais chinesas. Não apenas os países de língua portuguesa, mas também os países europeus”.

 

Esta manhã, foram assinados vários protocolos entre empresas centrais da China e dos países de língua portuguesa e de Macau.