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Vizeu Pinheiro aplaude DSAT e quer mais peões em São Lázaro
Terça, 30/05/2017

Francisco Vizeu Pinheiro concorda com a adopção definitiva das medidas de ordenamento do trânsito na zona das Ruínas de São Paulo, anunciada, hoje, pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT).

 

“Parece-me boa a decisão da DSAT. Os autocarros enormes bloqueavam o trânsito, logo de manhã. Além disso, criavam poluição nessa zona do centro da cidade”, comenta o arquitecto, em declarações à TDM – Rádio Macau.

 

As regras para a largada de visitantes na Rua de D. Belchior Carneiro e na Praça do Tap Seac têm produzido resultados “francamente positivos”, indicou a DSAT. Na Rua de São Roque, na Calçada da Igreja de São Lázaro e na Rua do Volong, as estradas vão continuar a ser zonas pedonais, entre as 8h30 e as 18h.

 

No futuro, Vizeu Pinheiro sugere que todo o Bairro de São Lázaro não tenha tráfego automóvel. “Mas o sítio ainda não está adaptado”, nota o também professor da Universidade de São José, que alerta para a falta de atracções para residentes e turistas.

 

“Passar lá só para ver o pavimento da calçada portuguesa não é um atractivo muito forte, embora os turistas gostem porque é um sítio que tem charme”, afirma.

 

Vizeu Pinheiro propõe que os serviços públicos instalados na zona sejam movidos para outros locais. Alguns edifícios históricos ficariam assim disponíveis. Quanto aos que estão em mau estado de conservação, têm de ser “requalificados”.

 

Posteriormente, São Lázaro poderia ser transformado num bairro sobre a cultura macaense. “Essas casas foram ocupadas, durante muitas décadas, por famílias macaenses. Poderia haver um museu e restaurantes com comida de Macau. [...] “É essa a narrativa que era preciso preservar e promover. Os macaenses falavam a língua portuguesa e chinesa. Falavam patuá. Portanto, seria um sítio bom para explicar o que é o macaense”, argumenta Vizeu Pinheiro, que escolhe o complexo do Conservatório de Macau como a área ideal para instalar o projecto.

 

O arquitecto, especialista em património, defende ainda que estas “zonas grandes”, como o Bairro de São Lázaro, “têm grandes possibilidades”. Por isso, defende a organização de uma consulta pública para definir um plano de requalificação.