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Editores portugueses ponderam criar associação
Quarta, 01/02/2012

 

No painel desta manhã do Festival Rota das Letras, subordinado ao tema “os Desafios de Editar em Macau”, foi defendida a criação de uma associação de editores. Beltrão Coelho considera que, assim, seria mais fácil obter-se a atenção do Governo para a questão da edição. “A solução associação surge porque, em Macau, as vozes isoladas nunca chegam a lado nenhum e uma associação pode ‘impor’ uma vontade, pode apresentar um plano, e pode levar o Governo a dar os apoios, de facto, precisos para o arranque. Depois as coisas funcionam por si próprias”, disse o director do Macau Daily Times.

Neste sentido, Beltrão Coelho pondera reavivar a Livros do Oriente, editora que no passado publicou diversas obras de autores de Macau. O jornalista coloca esta possibilidade, justificando que tem “alguns projectos que ficaram na gaveta” e, ao mesmo tempo, porque o “entusiasma” o projecto da associação de editores e a “renovação da dinâmica em Macau”.

Por sua vez, Carlos Morais José entende que uma associação de editores significaria um passo importante para a “consolidação da área da edição” com a entrega de “propostas conjuntas” ao Executivo.

Já Luís Ortet considera que a associação deveria de alguma maneira unir também esforços com as editoras em língua chinesa. “Pessoalmente entendo que se deveria decidir se haveria uma associação de língua portuguesa e outra de língua chinesa ou se avançaríamos em conjunto. Tanto faz, mas deve haver um arrastamento, quer dizer, mesmo que constituamos uma associação de língua portuguesa devemos dirigirmo-nos aos editores de língua chinesa e propor: ‘vamos conjuntamente falar com o Governo e pedir que aplique à publicação de livros a mesma filosofia que é aplicada à publicação de jornais’”, afirmou.