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Gov: Pessoas não são barradas por motivos políticos
Segunda, 22/05/2017

O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, afirmou hoje que não é por motivos políticos que pessoas são barradas nas fronteiras ou repatriadas de Macau. Wong Sio Chak também afastou a ideia de que há alturas mais sensíveis.

 

“Em primeiro lugar, não tem nada a ver com questões políticas, nós cumprimos a lei. Temos de lidar todos os dias com casos do género e também não podemos dizer que proibimos a entrada de pessoas quando decorre determinada actividade ou num certo período de tempo”, afirmou em resposta aos jornalistas, numa conferência de imprensa de apresentação do balanço da criminalidade.

 

O responsável garantiu igualmente que as pessoas visadas ameaçavam a segurança do território, seja por “ameaças de terrorismo” ou outras. “Analisamos esses casos sob vários aspectos, por exemplo, devido a crimes, a instituições judiciárias, porque essas pessoas se dedicam a actividades que violam a lei de Macau ou por se tratarem de imigrantes ilegais”, referiu.

 

Wong Sio Chak continua, no entanto, a recusar divulgar o número de indivíduos que estão proibidos de entrar em Macau. “A polícia tem o dever e obrigação de controlar as fronteiras. Temos o direito de proibir a entrada de pessoas que possam ameaçar a segurança de Macau e temos o dever de repatriar as que já tinham entrado. Cumprimos a lei e a maneira de actuar do exterior. Por que é que os outros países podem fazer isso e nós não? São dados confidenciais e sigilosos.”

 

Dos casos públicos mais recentes, o deputado de Hong Kong, Kenneth Leung, não conseguiu passar a fronteira por alegados motivos de segurança. Já durante a visita a Macau do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhang Dejiang, várias pessoas foram barradas e um activista da região vizinha acabou mesmo por ser obrigado a sair de Macau quando já estava a caminhar pela Avenida Almeida Ribeiro.