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Jogo contribui para aumento da criminalidade no 1º trimestre
Segunda, 22/05/2017

As autoridades policiais registaram um aumento da actividade criminosa em Macau durante o primeiro trimestre, numa variação de 5,1 por cento. Os dados, divulgados hoje pelo secretário para a Segurança, demonstram subidas significativas nos crimes relacionados com a indústria do jogo, que resultaram na instauração de 424 processos, ou seja, mais 15,2 por cento face ao mesmo período de 2016.

 

De destacar que 191 casos estiveram relacionados com criminalidade violenta, mais 10 do que no primeiro trimestre do ano passado, com os crimes de sequestro a crescerem 18 por cento para um total de 105. Também houve 12 casos de associação criminosa, num aumento de oito, que Wong Sio Chak atribui ao “incremento do reforço da investigação da PJ nos casos de imigração ilegal e de usura”. Ainda assim, as estatísticas disponibilizadas revelam uma descida, de 16 por cento para 89 casos, dos crimes de usura e igualmente uma queda no número de imigrantes ilegais e em excesso de permanência.

 

No balanço da criminalidade, o secretário para a Segurança chamou ainda a atenção para os casos de burla que subiram de 28,8 por cento para um total de 219, com 22 a serem de burla telefónica. “Primeiro, os cidadãos não podem dar os seus dados pessoais e, em segundo lugar, nem os serviços públicos nem as autoridades policiais vão pedir por telefone para fazerem transacções de capitais”, alertou Wong Sio Chak.

 

Em conferência de imprensa, o responsável também sublinhou o aumento “notável” de 50 para 95 do número de casos de passagem de moeda falsa, embora fale em “casos isolados”. Estes crimes envolveram um montante de 8,8 milhões de patacas e estiveram relacionados principalmente com “fichas de jogo falsificadas”.

 

Na sequência dos casos relacionados com o sector do jogo, a PJ apresentou 445 arguidos ao Ministério Público, mais cinco por cento do que no primeiro trimestre do ano passado. Já no cômputo geral, as autoridades policiais instauraram mais de 3502 inquéritos, a envolver 1822 suspeitos, isto é, mais 207 do que no primeiro trimestre do ano passado.