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Estudo propõe vistos à chegada para chineses do Delta
Sexta, 19/05/2017

Um estudo encomendado pelo Governo de Guangdong defende a concessão de vistos à entrada de Macau e Hong Kong para os residentes da região do Delta do Rio das Pérolas. A ideia é promover a circulação de pessoas na chamada zona da Grande Baía do Sul.

 

As autoridades da província vizinha já elaboraram um plano, com base no estudo. Macau e Hong Kong vão analisar as conclusões e, até Setembro, devem surgir mais pormenores sobre o projecto, noticia o South China Morning Post, que cita o jornal Southern Metropolis News de Guangdong.

 

Além de um novo esquema de vistos à chegada, o documento sugere um prolongamento dos actuais esquemas de permanência nos dois territórios para os cidadãos da China Continental. Além disso, é indicado que o aeroporto de Zhuhai pode ajudar a aliviar a actual pressão que existe sobre o aeroporto de Hong Kong. À autoridade chinesa de aviação civil caberá o papel de redesenhar o mapa das rotas aéreas na região.

 

O estudo, que envolveu Wang Fuqiang do think tank nacional China Centre for International Economic Exchanges, também inclui propostas para os trabalhadores estrangeiros qualificados. Os requisitos de visto e residência devem ser facilitados. O mesmo tem de ser aplicado ao acesso a cuidados de saúde por parte destes profissionais.

 

Para os residentes de Macau e Hong Kong há atractivos. O relatório defende que devem poder investir em imobiliário, com condições especiais. A mobilidade laboral é outra ideia deixada.

 

De acordo com o South China Morning Post, que cita o Southern Metropolis News, o estudo aposta ainda numa maior integração financeira. Mas, neste aspecto, alerta para as possibilidades que já existem através do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e as duas regiões administrativas especiais (CEPA).

 

A zona da Grande Baía do Sul é um plano de Pequim que junta Macau, Hong Kong e nove cidades da China Continental. As autoridades centrais pretendem implementar um modelo de desenvolvimento mais integrado, nas áreas de infra-estruturas, inovação e tecnologia, para impulsionar o crescimento regional.