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Francis Lui: Não é a altura "certa" para rever imposto
Terça, 16/05/2017

O vice-presidente da Galaxy Entertainment antecipa que vai chegar uma altura em que Macau terá de discutir a competitividade da indústria do jogo, mas entende que para já o regime de impostos sobre o sector não deve ser alvo de mudanças. Num discurso, como orador principal da 11ª edição da feira Global Gaming Expo Asia, que arrancou hoje no Venetian, Francis Lui também abordou os desafios que a concorrência regional coloca à cidade.

 

O empresário considerou que “não é o momento certo” para a revisão do valor do imposto especial sobre o jogo que representa 35 por cento das receitas brutas do sector. De qualquer forma, face às mudanças na região e aumento da competição regional, Lui afirma que pode chegar a uma altura em que será preciso discutir o futuro da indústria.

 

“Devemos ter consciência que há jurisdições com baixos impostos que procuram atrair os jogadores chineses com grande capacidade de deslocação. Vai chegar a uma altura em que, dependendo das condições prevalecentes do mercado, teremos a necessidade - todas as partes interessadas, incluindo a comunidade, a Assembleia Legislativa, o Governo e as concessionárias – de dar início a uma discussão aberta e honesta no sentido de perceber como podemos assegurar a competitividade de Macau a longo-prazo”, apontou o número dois da Galaxy.  

 

No âmbito da concorrência regional, Francis Lui disse igualmente que a curto-prazo Macai não se sente ameaçada, mas admite que o Japão, que no ano passado aprovou a abertura de casinos, pode tornar-se um destino ainda mais atractivo. A própria Galaxy está interessada em investir no país. “Muitas pessoas antecipam que vai ser quase maior do que o mercado de Las Vegas, maior que Singapura, claro, o que o torna parecido com o de Macau. Vai ser o próximo grande acontecimento na indústria do jogo e todos nós – incluindo as empresas de jogo e os fornecedores - devemos ficar muito interessados e entusiasmados com esta oportunidade.”

 

Francis Lui realçou mesmo que “não se deve subestimar o impacto que a concorrência regional nas receitas locais” e o empresário pede mais cooperação entre as operadoras e o Governo. “Há que encorajar um diálogo mais pró-activo entre a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e as concessionárias para se explorarem formas de entretenimento e produtos de jogo novos e inovadores para a nova geração de turistas.”

 

O vice-presidente da Galaxy também sugeriu a realização no território de mais eventos desportivos e culturais à escala internacional e destacou a importância dos planos de desenvolvimento da zona costeira de Macau e de integração com a Ilha da Montanha, assim como a aposta no sector das Convenções Exposições e no desenvolvimento de elementos extra-jogo.

 

No discurso que fez, o responsável admitiu ainda que Macau esteve até aqui muito dependente do mercado VIP, mas sublinha que a estratégia actual passa principalmente pelo segmento premium de massas.