Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Jogo: guerra comercial entre China e EUA pode afectar Macau
Segunda, 15/05/2017

O académico Nelson Rose questionou hoje a competência de Donald Trump enquanto Presidente dos Estados Unidos e alertou para o impacto que uma eventual guerra comercial entre Pequim e Washington pode ter no sector do jogo em Macau.

 

“Nos Estados Unidos e na Ásia, associamos o nome ‘Trump’ a casinos. Infelizmente, dois dos seus maiores apoiantes são Steve Wynn e Sheldon Adelson. Sheldon Adelson é o maior contribuidor de campanhas políticas na história americana. Se eles entrarem neste tipo de luta, numa guerra comercial, seria simples para a China dizer ‘então vamos voltar a introduzir restrições nos vistos; acabam-se as viagens para o Nevada e para Macau’. Isto iria, obviamente, afectar toda a gente em Macau. Esperemos que nada disto aconteça”, afirmou Nelson Rose durante a sexta edição da Annual Review of Macau Gaming Law, que decorreu na Fundação Rui Cunha.

 

O académico admitiu que é mais provável que Pequim optasse por boicotar a empresa americana Boeing, mas não descarta a hipótese de uma retaliação através do sector do jogo. Para já, disse o professor, as relações entre a China e a nova Administração Trump estão a melhorar e uma guerra comercial já não parece tão provável, mas ninguém sabe o que se vai passar nos próximos meses, comentou. Nelson Rose também acredita que o risco de um conflito armado entre os dois países no Mar do Sul da China diminuiu nos últimos tempos. Para o académico, a maior ameaça neste momento é mesmo a de um conflito nuclear envolvendo os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

 

A conferência da Annual Review of Macau Gaming Law é organizada no âmbito do curso de mestrado em Direito em língua inglesa, leccionado na Faculdade de Direito da Universidade de Macau. Moderado pelo professor Jorge Godinho, o evento contou ainda com a participação de Sérgio de Almeida Correia, Bruno Beato Ascenção e Francisco Gaivão, advogados em Macau, bem como de Sandro Mendonça, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.