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Venda aves vivas: empregadores pediram 10 milhões para cada
Segunda, 15/05/2017

Os empregadores do sector das aves pediram 10 milhões de patacas para cada um como indemnização, devido à proibição da venda de animais vivos nos mercados. José Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), revelou que este é um número “exorbitante”.

 

O Governo está disposto a libertar 14 milhões de patacas para apoio dos comerciantes de aves vivas. A verba destina-se a resolver o problema entre os empregadores e os vendedores de banca de mercado. Após a proibição da venda das referidas aves, passaram a existir 154 trabalhadores e 61 empregadores sem poderem exercer a actividade.

 

O IACM esteve reunido com cerca de 50 empregadores esta segunda-feira para se discutir o futuro do sector.

 

O único factor que está confirmado é o pagamento das verbas compensatórias aos trabalhadores. Os retroactivos rondam os seis milhões de patacas e devem ser pagos em Junho.

 

O presidente do IACM explicou que a grande questão prende-se com o facto de os empregadores quererem uma indemnização que o Governo não é obrigado a pagar, dada a precariedade do tipo de contratos celebrados. José Tavares fala antes “num apoio” para as pessoas prejudicadas com a decisão de abolir as aves vivas nos mercados.

 

“Os nossos contratos são precários. O que existe é um acordo entre nós e eles, onde autorizamos que explorem a banca. É um contrato mensal. Por isso, o Governo não tem de dar essa indemnização”, explicou José Tavares no final da reunião.

 

O IACM espera agora ouvir as opiniões do sector, frisando que quer ter um acordo quanto a valores já no final da reunião da próxima semana. Certo é que o valor de 10 milhões para cada um dos 61 empregadores é “exagerado”, com José Tavares a nem dar demasiada importância ao mesmo. Já os 14 milhões a distribuir pelos 154 funcionários é encarado pelo IACM como um número justo, depois de analisados todos os factores.

 

José Tavares mostrou-se receptivo a deixar quem tem um negócio nos mercados continuar com o mesmo espaço, agora destinado a outro sector.